domingo, 2 de janeiro de 2011

Cara, tu é um pastel

Porque será que chamam o bobão de pastel? Porque parte do recheio é feito de ar? Deve ser. 

Lembro a primeira vez que assisti à peça de Maria Clara Machado "Pluft o fantasminha" Foi no colégio, protagonizado pelas próprias alunas. Para mim, uma revelação. Os tais pastéis de vento  que a mãe de Pluft fazia, invisíveis e deliciosos e a personagem da "Prima Bolha" mudaram verdadeiramente a minha forma de ver o mundo.  A revelação de que fantasma também morre e vira papel celofane me fez me interessar pelas transparências. Também achei engraçado meninas fazerem papéis de meninos, já que o colégio era de freiras e a explicação que era talco no cabelo que dava aparência de cabelos brancos.
Depois disso, eu mesma inventei um fantasminha pluft, com meias nas mãos e na cabeça em uma festa infantil para entreter as crianças, eu e a irmã da aniversariante, conseguimos prender a atenção das crianças improvisando a peça que tanto nos havia marcado. E não apenas a mim, pelo o que parece! Regina também fala sobre isso .
Se tudo vira bolinho, também pode virar pastel, e li aqui a história dessa delícia. 

Sim, fritura é coisa boa... Não para o colesterol, claro. Pena. Mas o marido adora pastel de carne e é para ele a gostosura. Aproveitei e fritei também as tais "cigarretes" que minha avó fazia e eu descobri como eram feitas! Bem, e como a vida é uma só, e a massa estava com defeito de fabricação, meio cortada, pois é, retalhos de massa, pouquinho,juro! Foram fritos e devidamente apreciados com canela e açúcar, que é tudo de bom.

Fazer pastel é fácil, mas há que se ter cuidados. E eu vou contar porque tive de descobrir sozinha já que ninguém me avisou de nada. Eu tinha medo de frituras, até que descobri a fritadeira elétrica. Mas essas coisas tem dois problemas: chatíssimas de limpar e quebram com uma facilidade ímpar. Já tive duas walita, uma nks, outra sei lá e agora uma pequena do shoptime que era fácil de limpar mas quebrou logo. O jeito é usar  a panela com redinha.
Visto isso, o óleo tem que estar quente a ponto de acender um palito de fósforo  cada pastel vai ao fogo isoladamente, pois frita rápido. Ainda, na hora de montar, esse aparelhinho plástico que vende nas lojas de 1,99 é bárbaro! Nada mais de garfos na pontas para unir as bandas!

Para que grudem, água. Faço uma linha de produção: um prato com o recheio, outro com a água e outro já preparado para receber os pasteis fechados. O recheio de carne é simples, carne moída ao seu gosto e um pedacinho de azeitona. E fique na sua imaginação!
Já as cigarretes  , 8a maravilha do mundo, enrole um pedaço de presunto fino numa tira de massa (pode ser queijo também ou ambos ou peru defumado..) passe no ovo e no queijo ralado e morra feliz!
Claro que o óleo ficou inutilizado, mas faça como a Neide ensina e faça um sabão maravilhoso (eu faço, ou melhor a Raquel faz pra mim, é ótimo, cheiroso e limpa muito bem) ou detergente!

2 comentários:

Sérgio Gomes disse...

Gostei do seu blog que descobri por outro! Divertido e pratico! Vou voltar mais vezes.
Bjs.

Gina disse...

Angela,
Grata pelo link!
O Pluft é tudo de bom e quem teve a oportunidade de atuar, então, não esquece jamais!
Você acredita que eu tenho um bagulhete desse de fechar massa? Pergunta quantas vezes já usei. Hum, talvez umas duas...
O pastel que fiz pela última vez foi o do post do Pluft. O colesterol anda brigando comigo e não há meios de fazer as pazes... Mas pastel é bom pra caramba.
Bjs.