domingo, 13 de fevereiro de 2011

Hoje é domingo Pé de Cachimbo!

Quando criança achava que era assim o versinho: hoje é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro.. E , embora causasse espécie, cachimbo era uma coisa corriqueira na minha vida, a cozinheira fumava cachimbo. Meu tio mais velho fumava cachimbo. E eu achava que a forma do cachimbo deveria lembrar a forma de um pé.  
Pois é, a gente erra. Recentemente é que me dei conta do erro: hoje é domingo PEDE cachimbo. Ah bom.

Errei ao comprar o livro Amei, perdi e fiz espaguete. Pois  o título basta. É só isso mesmo. A mulher amou, perdeu e fez espaguete. FIM.

Tudo bem, eu alugo meu ouvido para as crises amorosas dos meus amigos porque eu os amo, quero bem! Mas comprar um livro em que uma mulher conta que insistiu em ficar com um cara ele era um chato e ela chorou e "será que fiz bem? Aí ele disse isso .. O que será que ele quis dizer?" Fala sério.. Ninguém merece, só  mesmo de quem a gente ama, tem um passado, uma história..
Fiquei com a impressão de que a autora deva ser uma chata já que ela é tão bonitinha e tem uma cara tão simpática! Dá vontade de ser amiga dela, mas não quando se lê o livro.  Afinal o livro é chato, pulei todas as páginas que me permiti, dei por lido e marquei poucas receitas, pois a maioria delas é de espaguete e quem não sabe que macarrão fica bom com tudo? Só se for novidade pra americano, mas pra gente que tem macarrão na merenda escolar.. Pf! Figurinha fácil do álbum. O lance do macarrão é o ponto e a qualidade da massa. Mas, em geral , temos boas. 

Não tão boas quanto as feitas em casa, como essa que fiz, mas em geral, dá-se um jeito. Realmente, em 6 meses de EUA não comi UM macarrão sequer.  Vai ver que lá seja novidade usar rúcula, por exemplo, coisa que aqui tenho com facilidade.

Ela ter publicado o livro é compreensível: trabalha em uma editora. Mas.. Ser traduzida? Um mistério! Vocês também não ficam invocados quando ouvem músicas horríveis , vozes horríveis nas rádios e conhecem pessoalmente, em seus círculos , gente de muito talento? Pois é.  Certas publicações são misteriosas.

Mas há algumas receitas que podem ser interessante.. Dão idéias.  Ela apresenta várias opções de macarrão, lembra-me aquele amigo  Bubba do Forest Gump falando sobre camarão.. Adoro esse filme! E uma delas é macarrão com abobrinha.

Nunca comi macarrão com abobrinha, não tenho vontade, mas tinha abobrinha na geladeira, adoro!  Quando em época de safra, preparo grande quantidade em conserva e como quase que diariamente.  E esse prato  não há quem goste.
Primeiro, rala-se uma abobrinha, uma cenoura grande ou duas pequenas, meia cebola. Por sinal, estou precisando de um ralador novo. Este meu já tem 8 anos, está meio folgado, me dando trabalho. Os comuns não são bons para mim: ralo meus dedos sempre!  E esse era bem legal, politicamente correto, sem eletricidade.
Então, assim ralados, são refogados com azeite e sal a gosto.

Depois de murcharem um pouco, misture neles meia ricota, é o suficiente. Deve estar sempre bom, prove e veja se está bom. Tem que estar.

Aí, forre um pirex com um quarto de ricota e duas colheres de farinha. Pode colocar uma de farinha integral e uma de farinha comum, no caso duas de farinha de trigo. Essa massa fica deliciosa!

Aí, recheie, salpique queijo parmesão ralado e uns 35 minutos de forno , talvez menos.  É bom demais, e light!

7 comentários:

Gina disse...

Fiquei com a maior vontade de fazer essa torta e ainda leva ricota na massa...
Fiz essa semana um farfalle com abobrinha, mas você não ia gostar porque leva creme de leite. Tá bom, sei que também não deveria, mas ficou muito bom.
Bjs.

Beta disse...

Angela, adorei essa receita, vou fazer para mim, já que aqui só eu como legumes!

Quanto a sua pergunta lá no blog, eu realmente não sei porque devemos separar os secos e depois os líquidos ( nos muffins), acho que é para facilitar a mistura. Mas vou contar um segredo, já fiz com tudo misturado em uma só tigela e deu certo também!

Bjs e boa semana

Fabiola disse...

Olá Angela.
Mil desculpas por ter entrado, tomado o café, comido os biscoitos e nem ter escrito uma linha! Estou aqui para me redimir... O tempo escapou um pouco de mim esta semana que passou. Passou? Nem vi!
Bem, foi um imenso prazer conhecer o seu blog. Adorei seus comentários, me diverti muito mesmo.
O pé de cachimbo? É verdade, eu tb sempre pensei isso. O ano passado eu vi estes versinho por escrito e levei o mesmo susto.. pede cachimbo, é claro. Coisas que a gente ouve quando criança e ficam pra sempre.
Eu e meu marido demos muitas risadas quando vc comentou aquele filme da tal indiana, aquela das temperos. Nós vimos a parte final na tv a cabo. Realmente... só salvou pq a moça era muito bonita. Mas ao invés de se tornar uma coisa mística ou super romântica, o filme se tornou um pastelão. E a coitada ainda morre no fim! Por Ganesha!!!
Pena que os filmes que tratam deste assunto que a gente tanto gosta (comida)são tão poucos e quase todas nós já conhecemos. Imagino que vc tenha visto o Tempero da Vida. Este eu acho que é de se tirar o chapéu. Fica a dica.
Vou te deixar duas dicas de livros que gostamos muito aqui em casa. Um deles é Vinho e Guerra, de Don e Petie Kladstrup. O livro conta todas as artimanhas que os produtores faziam pra que o bom vinho não fosse roubado. O outro livro é o Fisiologia do Gosto, de Brillat Savarin. O livro não tem nada de técnico. É o relato que Savarin fazia do que observava sobre a alimentação e os costumes das pessoas, isso no século XVIII. Relatos para nós hoje em dia até simplistas, mas que marcaram época. Leitura muito agradável, eu acho!
Angela, para o próximo passo agora, eu quero conhecer os seus livros. Já andei fuçando na internet. Preciso ir à livraria!
Fico por aqui, vai tirando o bolo do forno que eu volto! Um abraço carinhoso. Fabiola

angela disse...

Gina, depois de linguiça assada, só mesmo algo light!
Beta, então dá no mesmo de verdade? Ótimo.
Fabiola.. já encomendei os dois! E vamos trocando figurinhas. Compro no site estante virtual. Bem mais em conta. Lá tem livros meus também, mas são pra jovens. Estou com alguns orginais de romances culinários, se não publicarem sairão em audiolivro.

Renata Boechat disse...

Olá, boa tarde

Menina, voce me salvou de um livro ruim que eu já estava curiosa pra comprar...que sorte a minha!

A torta porém merece, e muito ser experimentada, que coisa mais gostosa hein? Vamos à ela, sim, claro!

No mais te deixo um abraço
E votos de uma boa semana!

welze disse...

receitinha esperta demais da conta. vou no embalo. adorei. abraços

angela disse...

Renata, se quiser a gente troca: vc me manda um livro ruim e eu te mando esse!
Na boa.
Sim, Tempero de Amor é bárbaro! Ontem mesmo revi.
Gravei do telecine cult.
Welze, pode fazer, é dez!