quarta-feira, 23 de março de 2011

Sobrou pra mim

Leio agora o delicioso livro A parte mais tenra. Delicioso pois a autora ( a mesma Ruth de Conforte-me com maçãs) o preenche de receitas e  a gente saliva. Logo no início ela avisa que tudo é verdade mas é mais ou menos. E começa falando sobre sua mãe, uma mulher bipolar que envenenava seus convidados. A doida achava que sabia cozinhar (ih.. conheço tantas assim..) e gostava de inventar (eu!eu!) e misturava o que tinha na geladeira (eu! eu!) e fora dela. Era capaz de fazer um cozido de tudo, tudo mesmo, batata, carne, morango, um resto de torta de cereja e miúdos de frango. E achar que era bom.
Outra mania da mãe dela era não jogar comida fora, comer alimentos fora da validade.. bem, confesso que também não me sinto bem jogando comida fora. O marido fala: não está jogando nem um real no lixo mas , se  estiver estragado, vai ter de gastar muito mais em remédios! 
Então jogo. Fazer o quê? mas é difícil. Pelo menos tenho cachorros que não ligam muito pra essa coisa de três dias na geladeira.. E ficam felizes.
Pois sobrou arroz, mais de um litro de arroz ( utilizo embalagens de sorvete Kibon  de 2 litros como acolhedores de sobras ) e o marido quer arroz fresco , feito no dia. Já viu: não quero jogar fora, e faço uma xícara de arroz. Exatamente nesse dia o homem acordou com mais fome do que o rei sol. Então faço duas xícaras! aí está de fastio.. ok, uma xícara e meia..
e nessas, lá está o arroz sobrando.
Ah! mas isso não vai ficar assim, vejamos o que podemos fazer..

E quebrei um ovo caipira, duas colheres de queijo ralado, uma colher de farinha, umas cebolinhas fininhas,um pingo de leite...ah! precisa de nozes! pimba! algumas nozes quebradas. Agora, manteiga no pirex raso, farinha de rosca no pirex . Hum.. bati uma clara em neve e acrescentei à mistura de arroz. Agora sim. Verti no pirex. Pensando bem.. umas cebolas por cima e forno! Meia hora de forno..
Uau! tudo de bom! gosto delicioso, saudável, e os pedacinhos de nozes nos dentes...hummm....
Maravilha! só falta batizar: torta de arroz? Casamento feliz?
Arroz em pedaços?

7 comentários:

Andreza disse...

Amei sua praticidade!
Bjim,Drê

Kenia Bahr! disse...

Ahhh angela, tá parecendo lá em casa hahahahaha
Beijos

Renata Boechat disse...

Gente, que coisa, estive com Conforte-me com Maçãs ontem na mão, mas acabei escolhendo um outro, que nao me lembro o titulo nesse momento mas é a história de uma muçulmana de uma tribo nômade que vai morar na Inglaterra e etc, etc...e tal...comecei a ler hoje, livrinho gostoso demais...

Mas falando em reaproveitamento, vc está certíssima, é isso mesmo, jogar comida fora, jamais!

Andreza disse...

Daria o nome de casamento feliz...

angela disse...

Andreza, acho que você está certa! Logo no início descobrimos o ventilador: isto é, morávamos no Rio, um calor senegales, aí ele queria ar refrigerado e eu detesto a coisa. Muito Zen, escolhemos o caminho do meio: um ventilador apontado pra ele!:-)))))

VOVÓ CRISTINA disse...

Angela, concordo com vc, jogar comida fora, dói, né? Mas sua sugestão foi ótima, se ficou gostoso é o que importa. Adorei a historinha do livro que a doida misturava tudo até torta misturada com comida...hehehe....imaginei a cena.
Beijos...bom final de semana!

Priscila Rivera disse...

Não tenho esses talentos por isso não me dói jogar comida fora.Porém concordo que não se deve jogar comida fora! Mas esse Casamento Feliz(já foi batizado né?!) que vc fez,já fiz algo parecido mas foi uma tragédia.Me diz,o seu ficou muito gostoso? Pq o meu ficou tão forrível que nem consigo nem olhar a foto:Trauma!!