sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu fiz!

Uma das coisas que mais me interessa na cozinha é a possibilidade de liberdade. Não preciso de padaria: faço meu pão! não preciso da Kibon! faço o meu sorvete! Parmalat? que feche, pois eu faço o meu queijo! Claro que pra que isso tudo se materialize completamente é necessário um campo de trigo, uma vaca e uma refinaria de cana de açúcar além de um belo galinheiro. Mas a liberdade me interessa. Foi a liberdade, além de uma gripe providencial, que me fez parar de fumar . Nada  mais de sair no meio da noite atrás de um lugar aberto pra comprar cigarros! nada mais da degradante  catação de  guimbas fumáveis nos cinzeiros!
A droga, além de egoísta é aprisionadora. Pensando nisso, escrevi o livro Palavras de Fumaça.  Livro que recomendo. Não é por estar na minha frente não! se eu não estivesse aqui também recomendaria. É um jeito diferente do senso comum de encarar o uso de drogas. Vou contra a corrente quando afirmo que sou contra , radicamente contra , a legalização de toda e qualquer droga. ( quando os republicanos americanos querem a liberação , temos de desconfiar...) mas, ao mesmo tempo, defendo o direito à toda e qualquer liberdade. Incompatível? nem tanto. O assunto e longo , importante, e aqui, embora estejamos interessados no que entra no nosso corpo, mas não em tudo, voltemos ao paladar: EU FIZ LICOR DE AMORAS!!!!

Sou incoerente, mas no caso,juro que náo é.  (rolou uma maluquice na acentuacáo do teclado. sumiu o cedilha e o til ... ajeitarei em breve) Acho bacana que cada um fabrique o seu uísque, náo quero é o capital promovendo uma sociedade bëbada.

O meu licor ficou ótimo de verdade! Delicioso, fácil de fazer, barato, limpo, do bem!
 1 litro de álcool de cereais
1 kg de amoras
mais ou menos 1kg de acucar cristal.
As amoras, depois de lavadas, foram amassadas com o pilao e massarocadas com o acúcar. Tudo bem guardadinho no escuro por uma semana. Depois disso,  juntei o álcool e deixei no escuro, em um vidro esterilizado por mais de dois meses. Esqueci  mesmo da existencia. Mas a Professora e a moca que náo come carne estavam aqui e gostam de bebidas. Assim, coei, passei por um funil para um vidro escuro e foi inaugurado!
Tim-tim!

4 comentários:

Kenia Bahr! disse...

Acho que vc poderia criar o blog 'Faz-se', pra fazer par com o 'Come-se' da Neide.. O que acha? Bj

Anônimo disse...

Agora vc pegou no meu fraco , sou fumante queria ter sua força de vontade ou , uma gripe forte quem sabe .... acabei de ler um livro ( a cabana) agora estou lendo ( senhora das aguas) assim que terminar com certeza irei ler ( palavras de fumaça) quanto ao licor deve ter ficado dos deuzes beijos Denise

angela disse...

Kenia, Esse vai ser o subtítulo!:-) E coloco a casa de boneca, e a boneca de pano que fiz! Linda! A Zizi. Na mão. Não sei costurar,faço tudo torto mas faço.
Denise, força de vontade? Força de vontade foi a do marido em relação a tudo, está no livro. Mas depois de dois meses sem fumar foi tranquilo. Mentira. Comecei a pitar charuto socialmente (o que de certa forma me fez conhecer o marido)e cigarro de menta antes de escrever. Largar o cigarro não é fácil. Mas quando se larga, que liberdade! mas deixa saudades, não da fumaça, mas do ato.

Kenia Bahr! disse...

Deve ter ficado mesmo linda a Zizi. Um dia me mostrará... ;)

Eu parei de fumar há 8 anos. Até hoje tenho vontade. Depois de uns anos comecei a pitar os 'paieiros' de Minas, meus dentes ficaram tão amarelos que resolvi largar de vez tb... hj nem me lembro mais do sacrifício, mas ainda tenho vontadinhas que passam logo...