quinta-feira, 12 de maio de 2011

Torta direita

A palavra torta, em culinária, pra mim,lembra a vovó Donalda, sempre a imagem de uma torta esfriando na janela. Eu ia gostar de ter esse livrinho aí, alguém tem? Está à venda por 18 reais.. ah! se a gente soubesse naquele tempo o que  a gente sabe agora! não teria jogado nada fora, não seria esse ser que chora!
Mas eu tinha duas avós, uma que guardava tudo e outra que jogava tudo fora. Uma loucura. E moraram juntas!! já imaginou a confusão? A ponto de encontrarem minha bisavó paterna, após uma faxina da minha avó materna, metida no lixão com as saias levantadas procurando: Dove è  il ritratto di Achilles?   Minha avó materna tinha jogado fora a forma do busto do túmulo do meu avô..
Mas porque é que estou falando isso? por causa da torta.

Comprei há alguns anos aquela máquina de fazer tortas do shoptime. Isso,me xinguem, ofendam, eu mereço! Nunca fiz torta nela. Fiz bolinhos uma época em que fiquei sem fogão , mas gruda tudo, mesmo untando e enfarinhando. Algum dia farei.
Eu quis estrear aquelas forminhas que comprei no Rio. Baratas, menos de 50 centavos cada, e funcionam lindamente! Fiz a massa, perfeita: uma xícara de farinha, meia xícara de maizena, uma gema de ovo caipira, duas colheres de margarina , uma colher de vinagre (não sei porque, li em alguma receita isso e copiei) e água até dar o ponto. Ficou macia! lisa, uma beleza! e foi pra geladeira dentro de um saquinho.
Esqueci que tinha feito, olha só, estou ficando velha mesmo. Abri a geladeira pra outra coisa qualquer, que também já esqueci, olhei o saquinho e pensei: que diabos é isso?
A coisa está séria.
Então abri a massa, bem fininha mesmo, coloquei nas forminhas e coloquei no forno furando um pouco com garfo.
Em uma frigideira , coloquei uma colher de margarina, um pouco de azeite e cebolas cortadinhas até ficarem transparente. Sal, noz moscada, uma colher de queijo ralado, meia xícara de leite desnatado, duas colheres rasas de farinha de trigo, a clara em neve que sobrou do ovo da massa. Preenchi as forminhas e voltaram pro forno. Sal? eu disse que tinha colocado sal? menti. Esqueci dele. Então , na hora de servir, enchi de shoyo! Gente,ficou bom demais!! Moreno, bom, molhado!

Ainda há massa, assim, em cada uma coloquei lascas de amendoas torradas ( fala sério, só essa frase já faz a gente babar!) e por cima variei de geleias Escolha a sua! laranja, amora, limão, acerola e tripla. Na hora de servir, ainda espremi um pouco de limão..
salivaram? eu também!!
Agora quero neto.

3 comentários:

Gina disse...

Angela,
Você não faz ideia de quantos desenhos dessa família de patinhos eu fiz quando era adolescente, mas o manual eu não tenho, nem os desenhos... Não sou a favor de guardar muita coisa.
Que falta faz o sal, né não? Ainda bem que tem o shoyu pra quebrar o galho. Ando reduzindo tanto o sal, que tem hora que sinto estar faltando algo quando provo uma receita: o sal!
Fiz chipa, ficou com pouco sal. Fiz biscoito super natureba, excelente pra celíaco, delicioso, ficou doce...hummf! No mesmo dia... eu mereço!
Sabe aquele pão de nozes e canela que publiquei agora? Já tinha feito faz tempo, mas hoje fiz novamente. Que maravilha!
Bom final de semana!

Anônimo disse...

Eu disse pra vc como eu fico sem te ler por , uma semana desculpe mas nao aguentei vendo em minha mente a cena da sua vo no lixao com as pernas pra cima rsrsrsrs ..... demais to te adorando , quanto as tortas o que tem de mais ou menos esquecer alguma coisa , elas sao tortas mesmo ne Beijos Denise

angela disse...

Gina, eu era magra de verdade, aí parei de fumar engordei , apavorei achando que iria crescer e explodir. Então comprei no shoptime (faz tempo) a dieta do Fittipaldi. Churriei! em 7 dias desapareci. Não havia sal na comida. Mas tanto tempero que dava gosto. Claro que a fome ajudava.

Denise, dá pena do meu pai. O único varão na casa! uma irmã solteira, a bisavó, a sogra, a mãe, a mulher e as filhas! Um santo!