segunda-feira, 23 de maio de 2011

Verde que te quero verde!

Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.


Acho que este é o poema mais conhecido de Garcia Lorca. 
É pensar na cor verde que este poema vem à mente. E a cor verde voltou em dose dupla! Não na verde varanda de Lorca, ou, pior, nas verdes tranças.. (seria ela a noiva de Hulk?) mas como suas verdes carnes, coisa que não devia ser, faço verdes pratos!
As panquecas verdes voltaram, dessa vez com o recheio branco, dos deuses!
Ricota fresca e saborosa, não aquele toco duro que comprei outro dia, nada de ricota argamassa, sim, argamassa, ela ficou ótima na massa do quiche de alho poró. Não te contei? Nasceram mais uma vez alhos porrós! (escrevi logo dos dois jeitos e cada um que escolha seu predileto, eu falo alho porró. Há quem diga alho pôro. O gosto é o que importa) Mas eu não fotografei o quiche, não fotografei os alhos, então não vou falar sobre eles.
Então, as panquecas verdes voltaram!!  O recheio foi de ricota fresca. Meio pimentão vermelho no mixer com um pouco de leite, tudo amassadinho na ricota, e um tantinho de orégano, e mais um pouco de sal, umas gotas de azeite, amassado e enrolado na panqueca verde. Molho de tomate por cima e queijo ralado. Não levei ao forno , esquentei no microondas. A professora adorou! e a moça que não come carne pediu a receita!
Por sinal, eu não disse que a panqueca de banana merecia um trofeu? Pois a professora ficou tão feliz com o sabor que me deu um beijo na bochecha de agradecimento! O olho dela brilhava de felicidade com o gosto da panqueca. 
Aí, combinando com Lorca, o pão verde. Sei que pão verde é esquisito pacas. Parece mofado, mas é bom demais! O verde foi por conta do ora-pro-nobis . A sugestão foi daqui 
Mas fiz um pouco diferente: 1 colh e meia de chá de fermento em pó pra pão; meio copo de água morna, meio de água fria batido com mais ou menos 100 g de ora pro nobis 1 ovo 2 colh de margarina e mais ou menos meio quilo de farinha.  2 colh de sopa de açúcar e uma colh de chá de sal.Quem bateu , dessa vez, não fui eu, foi a panificadora. Misturei o ovo, ora pro nobis molhado, água e coloquei por cima a farinha e o resto. E fiquei de flozô até a massa inchar. 
Depois é que peguei e fiz essas duas formas horriveis mas deliciosas de pão. A maior está congelada. Levei ao forno por 20 minutos, dez em fogo alto, 10 em fogo médio. O problema é que estou usando um fogão continental 4 bocas praticamente novo , comprei há 6 anos mas só usei , sei lá, umas 20 vezes. O meu brastemp de 6 bocas e trinta anos está fraco, deve ter algum vazamento na mangueira, ainda não sei o calor do forno desse aí, mas deu certíssimo. 
Além de uma delícia, além de vitaminadíssimo, a textura é O bicho . O sanduiche-iche ao lado  foi de peito de peru defumado com o resto da ricota da panqueca. É estranho comer verde sem ser em folha mas recomendo!



5 comentários:

VOVÓ CRISTINA disse...

Uau...adorei esse pão verde e ainda mais com recheio de peito de peru, hummm...adorei! Manda um pedacinho pra mim?

Menina, vc disse que eu poderia ir ao Sul de Minas? Estive no Carmo, divisa com Além Paraíba, vc conhece?

Acho que cheguei pertinho, não é?
Quem sabe um dia? Beijinhos.

Renata Boechat disse...

Estamos bem verdes por aqui!!!

Super politicamente corretos e colaborando com a sustentabilidade do planeta, yes!!!

O pãozinho verde feito de sanduba tá pra mim!

angela disse...

Pertinho sim! Não conheço. Aqui temos Passa quatro, Itanhandu, São Lourenço , Caxambu, nessa ordem pra rimar!
Renata, não sei se mora em casa, se for, plante ora pro nobis!

ameixa seca disse...

Gosto muito de verde e de panquecas :)

angela disse...

Finalmente acertei uma coisa que você gosta, Ameixa!!!:-))) Sem passas, já sei!