domingo, 30 de janeiro de 2011

Tirando onda

Tudo começou com uma discussão. O marido disse que não tinha nada para comer. Bem, homem quando diz "não tem nada pra se comer nessa casa" equivale  a quando a mulher afirma que " Não tenho roupa nenhuma" Só que os papéis se invertem. Não é ele que aponta aquele vestidinho que ficou tão bem na gente no dia do aniversário da madrinha, e que nos incomodou a noite inteira, ou o terninho chic da posse do chefe, que está apertado agora. É a gente que fica na frente da geladeira mostrando o resto delicioso do almoço, os ovos para o criativo omelete.. Nada adianta, pois, da  mesma forma que a gente quer o corpo, a cara e a grana da Gisele Bundchen na hora de sair, eles querem filé mignon a milanesa e batata frita. E isso não tem
- Não quero comer ensopadinho de frango pela terceira vez consecutiva! 
- Mas foi você que pediu e disse estar delicioso
- Mas não pela terceira vez.
Enfim, não é a primeira vez que a gente diverge a respeito de comida. "Gordo leva esse assunto a sério!" diz ele.
Então, às 9 horas da noite enfrentei o liquidificador Faet que não liquidifica nada para transformar o ensopadinho em croquete, pois sim, tudo vira bolinho. Mas, dessa vez, a massa recusou-se a endurecer. Lembrei-me de Julia Powell, certamente eu sofro do mesmo disturbio hormonal que ela que faz com que as coisas culinárias não solidifiquem. -ovários policísticos explicam tudo! Da necessidade de eletrólise ao fracasso da manteiga caseira. Na minha aula de culinária lá nos EUA minha torta de limão foi um desastre. Enquanto todas as minhas colegas demonstravam lindas tortas de limão durinhas, a minha era uma massa molenga com um líquido acido adocicado dentro.  Também nunca acertei um suspiro. Recusam-se a endurecer. Mas eu como assim mesmo.
Após mais colheradas de farinha e uns 5 minutos de freezer, consegui, às colheradas, croquetes deliciosos,saborosíssimos,  frutos  de três sobras de frangos independentes.  Como também estava sem farinha de rosca e só tinha um único ovo, o liquidificador faet enfrentou umas torradas velhas com certa valentia.

Lendo o livro da Isabel Allende, decidi que tudo ia mudar. Mesmo eu não tendo em casa as bebidas alcoólicas que entram em TODAS as suas receitas, mesmo que não fiquem afrodisíacas,   hoje eu ia  arrebentar! Limpei os peitos de frango, parti finos, bati, enchi de sal e limão daquela espécie que eu chamo "galego", mas pode ser que não seja, um que as minhas visitas sempre se ferram pois acham que a árvore está carregada de tangerinas .. Aí já viu.
Enrolei cada um com uma ameixa preta envolta em gergelim preto (finalmente um uso pra coisa! a Moça da China fala maravilhas sobre ele) , espetei um palito pra prender. Bonitinho. Na frigideira, azeite extra virgem e alho, agora era fritar, enquanto isso, inventar um molho! Leite, farinha, sal, pimenta e acho que curry, não tenho certeza. Pode ser que tenha sido páprica doce. O pote ficou aberto, o odor saiu, e estou confusa.  A intenção era de curry. Noz moscada, canela.. Muito bom.  Finalmente, pra arrebentar de vez, nozes processadas! Obrigada, obrigada, não precisa aplaudir!
Algumas belas couves-flores roxas em volta, e forno! Claro que devia ter bacon e manteiga, mas não posso.  Quando pronto,uma pitada de mostarda.
Ó, ficou bom.
Só não sei como reciclar para amanhã! Pois, certamente vai sobrar. E não adianta idéias que envolvam creme de leite, manteiga, queijo ralado..  O desafio é fazer coisas deliciosas  sem isso!
Ficou bom mesmo, comido com arroz branco e " cenouras finamente fatiadas, crocantes, salpicadas de sal" é cenoura crua mesmo, mas se é para tirar onda, deixa comigo!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pãozinho de segundo

Então, terminei o livro da inglesa na China. Fiquei pensando nos princípios de saúde e magreza que ela preconiza. Bem, acho que foi longe demais para descobri-lo. Se viesse no Rio  entre 1960 e 1970 veria como todos éramos magros. Sem esforço.


Sim, comíamos em conjunto. Sim, comíamos de tudo, bife à milanesa inclusive. Muito bife à milanesa.  Não, ninguém malhava, o teste de cooper estava começando.  E se nossos avós homens morriam mais cedo, nossas avós viviam eternidades comendo tudo  feito em gordura de coco carioca ou banha de porco. Sem selo de limpeza e garantia.
Mas havia umas diferenças: nossos trabalhos e lazeres não nos enfiavam horas sentadas frente a uma tela  e não havia tanta comida industrializada, fácil de fazer.  Muitas vezes a galinha chegava viva na minha cozinha.
Dava trabalho.
Coca-cola só aos domingos, e a coca família! Um copo pra cada um. Sorvete kibon de sobremesa? Um tijolo para todos. E dava.
Menos carros. Mais caminhadas. Ar um pouco mais limpo também. Éramos magros e bem alimentados.
Mas a especialista de nome sugestivo Linda Bacon agora nos informa que é legal ser gordinho!! Viva!!
" Pessoas obesas quando adultas tendem ainda a viver mais que idosos magros e a lidarem melhor com algumas doenças, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e falência renal."

Não conheço, mas já adoro essa Linda Bacon!

Então, façamos um pãozinho rápido, delicioso , cuja receita peguei em algum dos maravilhosos blogs que sigo, esqueci de quem e já agradeço, e a única adaptação foi usar Kefir no lugar do iogurte.
Misture muito bem: 150 g de iogurte natural, 35 g de açúcar e 35 g de óleo.
Depois acrescente aos poucos 200 gr de farinha de trigo misturado com 5 g de fermento em pó.


Molde os pães e leve para assar em forno pré aquecido por mais ou menos 30 minutos, 180 graus.
Adocicados  e boooom!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Se oriente rapaz..

Prosseguindo a sessão "me influencia que eu gosto", ainda não terminei o livro sobre as magras chinesas.. aliás, continuo invocada com essa coisa de comer na mesa.
Clao que sinto falta da refeição em família! Mas , quando eu era pequena, havia uma pessoa contratada apenas para tal luxo. A família se sentava à mesa enquanto a copeira ia e vinha carregando pratos (copeira e babá, depois que cresci, fim) e a cozinheira ficava na boca do fogão mantendo tudo quente. Época, aqui pra nós, injusta, elitista e terrível.


Depois, com o advento do forno de microondas e dos jogos americanos, a toalha de mesa foi guardada (por sinal, tenho uma linda bordada pela minha avó em ponto de cruz na epoca em que ela enxergava.. já pensei em tranformá-la em colcha, em vestido.. mas não tenho coragem) e os plásticos de 1,99 a substituiram.  Aí, assisti a esse filminho idiota que recomendo. História boba, comédia romantica fraca mas .. que paisagem! Pronto. Quero ir para a Irlanda. Agora ninguém me segura! Vou pra Irlanda e pronto, tenho dito!
Bem, o carinha da foto faz uma comida com a ajuda da gracinha ruiva (a atriz de Encantada que fez Julie e aprendeu a cozinhar) mata uma galinha e prepara um ensopado. Os dois cozinhando juntos , felizes, e o ÚNICO prato na mesa.. Agora, vá! Convença a um brasileiro comer de um único prato.. tem que ter farofa, ovinho, arroz, batatinha, pastel.. A gente não é assim.
Fiquei imaginando a cena na minha casa.. Todos querendo o peito da galinha! Reclamando que não tinha arroz. "Ah.. não vou segurar com a mão.. ah.. não gosto de ossos.." enfim..
 E as cenouras no canto do prato...

Mas sou curiosa e influenciável e , mesmo sem acabar o livro da Chinesa acabei o interessante Sopa de Romã . Este tem o charme de ter sido traduzido por Nina Horta
Conta a história de três irmãs que abrem um restaurante na Irlanda.. ó, aí de novo! E em cada capítulo há uma receita. Me animei toda com um "biscoito de arroz" Rá! eu devia ter seguido minha intuição! Ela diz que é pegar um dedo de azeite, esquentar, colocar arroz cozido  em cima e deixar em fogo baixo.. É claro que o resultado tinha de ser arroz queimado! o que eu estava pensando? Ah.. mas a autora traduzida fala com tanto charme sobre a crocância.. Pronto. Fiquei sem arroz.

Mas não desanimei. E liguei a TV e vi Anthony Bourdain na Tailandia, falando em noz moscada, cravo.. Era um sinal!
Ele provava aquela nojeira, que vamos combinar, ele tem coragem, o povo suado mexendo nos caldeirões no chão com as mãos..  e dizia que era bom, e dava a lista dos condimentos..

Então, decidi que era a minha vez:
Eu tinha frango desfiado comprado pronto, que é bom, mas é meio duro. Então, numa vaporeira, fui lembrando dos livros, das histórias  e coloquei na água cravo, canela, nóz moscada, sal, pimenta e fui botando e provando. E o frango foi para o vapor. Depois de bem molinho, na frigideira, margarina, óleo de gergelim, cebola, alho, e uma colherzinha de açúcar mascavo. E lá foi o frango feliz da vida se bronzear! E provando, e cantando, e umas passas.. poucas e .. gostosura!
(ele é o marronzinho, comido com uma batata dourada e uns grãos de bico  e umas folhas)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Bem natureba. E botando defeito.

Finalmente um biscoito para o cafezinho! Bem natureba. Fica ótimo,  acho que o açúcar mascavo dá um ar quebradiço nele feito rapadura. No entanto, vai totalmente contra as normas in-iang, ou iyn-yangh ,sei lá onde vai o agá, o ipsilone.
A coisa é a seguinte: já leram "Porque as chinesas não contam calorias"?
É interessante, sem dúvida, para quem, como eu, é contaminada pelo vírus da bobagem com alguma constância.  No caso, a autora está preocupada não só com saúde mas, principalmente, com emagrecer. Bem, ela diz ter 1,60 e ser manequim 38, logo não dá pra levar a sério, né? E é inglesa!! O povo que pior come no mundo! Claro que , tirando Henrique VIII todos os ingleses são magros, a comida é horrível.  Quando o prato nacional é rim  a gente tem que desconfiar.
Aí, surgem umas Nigellas que adoram cremes, gorduras, açúcares e assaltam a geladeira à noite e desenvolvem traseiras e peitos gigantescos felizes da vida. Ou  a gracinha do Oliver que parece que nasceu hoje e descobriu que o mundo é mau.
Claro que os ingleses tinham de dominar o mundo! Com aquela comida, qualquer lugar era melhor do que a casa deles! E acharam que tinham descoberto o santo graal do curry. Aí ficou chato.

Bem, então essa moça, tadinha, só pensava em emagrecer e , ao arrumar namorado novo, se mandou para China literalmente e viu que eram magros!
Acredito que , quem me leu até aqui, seja como eu: ao ler a receita já sabe se vai gostar ou não. Quando vejo escrito 6 ovos, sei que não é para mim. Natas.. Também não está falando comigo.  Muitas vezes eu sinto o gosto , como quem lê música e ouve a melodia de uma partitura.  Então, nada, absolutamente nada me convenceu ao paladar. Ela quer que eu acredite que ela fica feliz da vida bebendo água de arroz com pimenta de manhã! E que os filhos dela vibram com ovos podres.
Não, não creio.
Fora isso, ela falou mal de uma aluna porque a aluna gostava de um tipo de comida e o marido da aluna de outro, então a aluna fazia ambos. Ela criticou como falta de harmonia!! Ora, quer coisa mais generosa do que fazer o que cada um gosta? Quem tem marido e família sabe que é assim: um gosta de suco de laranja coado, o outro não liga, outro quer coca-cola no copo de patinho.. e a gente tenta satisfazer a todos com felicidade!
Mas o livro não é de todo mau. Ao contrário, há princípios interessantíssimos para quem se impressiona com facilidade, como eu. A mistura dos sabores, os molhados e os secos e ... O tal do in-yang. E eu adoro a comida chinesa que se come nos restaurantes cariocas, até mesmo no china in box!
Bem, aí está um biscoito (finalmente o nome do blog se fez valer!) totalmente yang, proibido , já que é tostado, seco, duro. E delicioso! (para quem tem bons dentes)
1xic de aveia em flocos
1 xic de farinha integral
1xic de farinha
1 e meia síc de açúcar mascvao
Meia xic de farinha de soja
1/2 de xic de oleo (usei de girassol)
1/2 xic de água
1 colh de chá de fermento.
É amassar tudo junto, deixar na geladeira por dez minutos, abrir a massa entre dois plásticos, cortar e levar ao forno. Não precisa untar a assadeira. Bom pra caramba, pra quem gosta.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Da prateleira à boca

Na minha infância existia sardinha em lata e salsicha. Volta e meia eram abertas para uma refeição rápida. Detestava a tal sardinha. Em compensação eu adorava na adolescência a tal da presuntada. Levar para PUC duas fatias de pão integral (novidade na época) com uma fatia de presuntada e outra de queijo de minas era default. Era o meu almoço.
Mas, com o advento do colesterol, xô embutidos e latarias da minha vida!
Porém descobri a maravilha da sardinha em molho de tomate Gomes da Costa! Pedaços grandes de sardinha prontos para serem comidos e com prazer. Ao meu paladar, tempero perfeito.
Claro que na minha despensa há atum em lata , excelente também para fomes conjugadas às preguiças. E Domingo é dia de perna pro ar! Quem mora em cidade pode ir até à padaria enfrentar a fila do frango assado, ou comprar algo pronto no supermercado (hoje em dia há maravilhas) ou, se mais corajoso, ir a um restaurante. Mas, se o corpo pede preguiça.. vamos ao que está pronto!
Matilda é um excelente filme infantil. História dos modelos antigos onde o mau é MAU mesmo, sem crise. Mas, ao mesmo tempo, com uma heroína fantástica, inteligente, esperta. Não li o livro, mas vi o filme. A `pobre da Matilda sonha com comida mas nada existe para ela, e a família com a qual ela vive só come TVDinner. Lá nos EUA eu comi um e confesso que adorei! E uma vez encontrei um desses no supermercado e também gostei.  Há uns 20 anos, também tinha na despensa umas refeições prontas a vácuo, não sei se ainda existem. Meu filho adorava. Como recém casada e atolada, já usei feijoada em lata, afinal, fui bandeirantes! Já comi coisa pior em horas da fome!

A divertidíssima série Married with children, que um dia terei, mostra uma família que não tem comida em casa. Certamente a imagem ao lado , da salada, é algo de papel, ou presente, alguma coisa tem, pois a fome é tanta que o pai, Al Bundy, uma vez comeu as pílulas anticoncepcionais da mulher achando que eram balas. e vez em quando, surge uma pizza pronta. Também Seinfeld nunca tem comida, apenas cereais, muitas vezes sem leite.
Ao que parece, embora todo o sistema americano seja baseado em comer fora, junk food, comidas prontas, apesar disso, há um desdem a essa forma de alimentação.
Ah! Mas como podem ser boas e práticas!

Virei fã do tempero de feijão preto! Nem quero ler a embalagem pois fico com medo de eu não poder comer! NO ponto. Os cubinhos prontos de tempero de feijão traziam o gosto acentuado de louro, coisa que o marido não curte. E eu não posso temperar com carnes gordas, acabava que só usava alho, sal, e um cubinho desengordurado de carne. Agora, esse aí para o feijão preto, perfect!
Ainda não chegou aqui o para feijão carioquinha, mas faço uso do tempero de arroz ,qualquer um, não sinto diferença, na máquina de arroz, o marido gosta. Muito prático. Aquele meio gelatinoso que o Atala anuncia na TV também não chegou aqui e vi que sumiram das prateleiras todos os diet, sem gordura, uma pena.
Enfim, comamos também, sem culpa o que a indústria engenhosamente nos oferece. E tenhamos um domingo de pernas pro ar! Só não caiam na besteira  que eu fiz de esquentar a sardinha no microondas: o cheiro persiste por uma semana! e bom domingo!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A- bó-bo-ra. Destesto. Logo se vê pelo meu jeito , pelo meu gesto

Fui criança de outros tempos. Quando se aprendia a declamar.E eu ganhei uma bolsa. Minhas irmãs eram as declamadoras , eu era pequena.Mas, de tanto ouvi-las, acabei decorando tudo,para ódio delas que tinham
De se esforçar para decorarem.
Então, entre tantos, havia o livro de poemas para  criança da autoria da professora. " A Criança Recita" de Magdalena Lea , como meu livro já está sem capa, fui descobrir detalhes sobre a poetiza aqui
Adoro seus poemas infantis! Um deles era meu predileto, coisa que ainda sei de cor e o declamava para a alegria da criançada em palestras, quando eu as fazia. Chama-se História Triste.
Lá pras tantas a heroína declara a frase que intitula este post  mas o faz em relação ao doce de abóbora.

Também fui assim, criança e jovem detestando todas as abóboras que não virassem carruagens.

Até que um dia descobri a delícia da abóbora. E foi exatamente na última palestra
Em que declamei o tal poema na Feira de Livro de Porto Alegre. Era doce e salgada, macia e
Crocante. Um oxímoro vivo! Algumas tentativas depois, descobri a maraviha no grill,
Apenas isso, pouco azeite, fatias finas e rígidas de abóbora salpicadas de sal. Tostam-se e comem-se!

Quando comecei a plantá-las, lembrei-me do Jovem Fazendeiro, quando Almanzo, ainda
Criança, cria uma abóbora no leite. Ensina a cortar todas as flores, deixando apenas uma
E a mergulhar as extremidades no leite. E pronto! Uma enorme abóbora lhe rendeu o prêmio
Da feira!
Ótimo livro, não entendo como a Record não reedita. Se o fizesse, eu mesma recompraria
A coleção por causa da nova ortografia. Soube que este ano haverá três livros da Laura Ingalls reeditados!!

Enfim, na agenda Gourmet de 2008, surge uma receita intitulada "Pão de ló de abóbora e carne seca"
Não tenho carne seca  e  nunca fiz. Mas farei.
Assim peguei a receita que se segue  e modifiquei:
6 ovos ( ovo demais pra mim, um só basta)
2 colheres de sopa de manteiga (nem pensar, uma colherzinha de azeite)
3 colheres de sopa de farinha de trigo( já que tirei os ovos, passo para duas de sobremesa)
100g de batatas cozidas e amassadas( não pesei,peguei umas 4 batatas médias e já deixei cozinhando no vapor com sal e abóboras)
250ml de leite( pinguei )
200g de abóbora( coloquei o equivalente à batata
1 cebola ralada ( já as tenho fatiadas num tupperware na geladeira, peguei um punhado)
1 dente de alho picado( dispensei)
1 colh de sopa de salsa picada (esqueci)
500g de carne seca aferventada ( um pouco de frango desfiado)
Noz moscada
3 colh de sopa de queijo ralado ( 1 pequena)
Sal e pimenta moída a gosto (fiquei no sal)
Esprema a batata e a abóbora cozidas e quentes acrescente a manteiga e misture e adcioneo queijo ralado e os temperos  e o leite ( não coloquei nem a manteiga nem o leite ainda)
Junte a farinha de trigo peneirada e os ovos levemente batidos
Desfie a carne e refogue com cebola e alho acrescente à mistura e leve para assar em forno baixo em m tabuleiro forrado com papel manteiga bem untado.
Aí é ver se está pronto e desenformar. Deve ficar uma delicia!
Eu fiz o frango como recheio (o azeite entrou no refogado) e usei forma de bolo
Ingles já que era pouco.

Claro que não ficou pão de ló. Ficou , evidentemente, um suflê maravilhoso de comer
De joelhos!


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Panos para mangas

 Logo no início de  Viagem ao Céu, de Monteiro Lobato, o sítio está fechado. É mes de abril. Então,não fazem nada, ficam de papo pro ar e só comem comidas cruas. Já deixam biscoitos preparados, queijos e aproveitam para se encherem de frutas.







Bem, surgiu no pomar essa coisinha aí, e antes de virar alguma coisa reconhecível, pimba! caía! Abri a dita e lá estava verdinha. Provei. Azedinha. Mas havia algo familiar.. Enviei as fotos para quem sabe das coisas, não foram identificadas. Até que, vendo outras árvores, captei a vossa mensagem ó amado mestre! Mangas!
De que tipo, não sei.

E coincidentemente minha guru Neide Rigo postou sobre o que se fazer com elas. Como boa macaca de imitação, isto é, aprendiz, catei as mangas verdes e tentei descascá-las e picá-las.. Rá! Salva pela Raquel ela o fez. ( é impossível uma pessoa que só usa as  mãos para canetas e teclados partir uma manga verde) E, ao contrário do Síto do Pica-Pau Amarelo, elas foram ao fogo.
Em estando macias, fogo apagado, novamente a brava Raquel as enfrentou no liquidificador e na peneira. ( meu liquidificador é uma porcaria. Custou 60 reais, é da marca faet, uma droga mesmo. Eu tinha um antigão, mas a parte plástica acabou se desfazendo. Esses modernos made in chaina são potentes, mas só para aquilo que está perto das laminas. E esquentam. Alguém tem alguma sugestão de um bom liquidificador como os antigos? que possam bater manteiga pois podem ficar ligados durante meia hora, por exemplo?)
Parte da polpa foi congelada. Com duas colheres dela fiz o suco, DE-LI-CI-O-SO e olha que adocei com açugrin. Bati no mini-mixer, que infelizmente não faz o que promete mas é uma mão na roda pra outras coisas(está na foto) com água gelada e o adoçante.
Não quis esperar a receita do chutney que Neide prometia, então fui misturando coisas na frigideira: meio pimentão (verde , da horta) picadinho, grãos de mostarda, cebolas picadinhas no azeite. Dourando, uma colher cheia de açúcar mascavo, uma pequena de sal. Aí coloquei os pedaços da manga já cozida. Misturando, provando.. e mais um pouco de sal. Achei que precisava passas. Botei e não me arrependo!
A foto vai dele no prato, pois pra fazer essas misturebas fotogênicas só mesmo com equipamentos especiais! Uma delícia com o frango frito, as ervilhas apenas na água e sal  arroz branco feitinho na hora!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cocorócocó hoje é dia de festa..

Adorava o disquinho do Patinho Feio! Até hoje sei de cor a maior parte do disco. Faço vozes e tudo! É de uma de suas canções que vem o título deste post.
Pois bem, como frango com batatas é meu prato predileto , prossigamos. O que mais modificar, inventar?
Vocês viram o filme A Magia do Sabor? Se não viram, não vejam. Horrível!  Mesmo se quiserem ver um filme ruim não assistam a esse porque não serve, é ruim demais. Por outro lado, os dois protagonistas são lindos! A moça é uma indiana que ganhou o prêmio de Miss Mundo. Um espetáculo. E o corpo é maravilhoso, diferente do que a gente está se acostumando a ver no cinema, parece coisa de antigamente. Ela é coberta, não é malhada nem magra demais.
Ainda não li o livro que deu no filme, pretendo,pois o assunto é legal. A moça é uma feiticeira, conhece o poder dos temperos e, principalmente, reconhece qual o tempero de cada pessoa. " Gergelim" ela fala pro bonitão, e acrescenta que é o tempero do amor. 

Não me lembro se ela toca em coentro. Adoro coentro.
Então, como faço quando estou sem ideia, folheio os livros de culinária em busca de inspiração. Leio algo que, em geral, me dá uma idéia pra fazer outra coisa. E lá vou eu toda animada.
Peitos de frango já cortados finos, batidos pra afinarem ainda mais.
Um recheio. De quê? Ricota gostosa (algumas são ruins, né? )uns micro pedaços de ameixa preta e outros micro pedaços de azeitona verde. Pouco mesmo, umas três unidades de cada em laminas finas. Os rolinhos foram feitos.  Pirex no forno com azeite. Quando assados, deixei esperar quase até a hora de servir. Quando chegou, um requeijão misturado ao curry.  Smack! De bom!
Aí, salpiquei grãos de coentro , poucos, pra dar um verde ao longe, uma colherzinha de nada , bem amassadinhos no pilão. Salpiquei no frango. Molho de requeijão por cima, uau! Lindo, amarelo, combinação perfeita!Ah! A mulher do Sabor de Magia me diria que coentro dá felicidade! Cada garfada, com o arroz branco, recém feito.. Uau! E, de quebra, a delicioso mogango *caramelado combinando perfeitamente..
O marido chegou.Pra ele, acrescentei batatas fritas na hora, pequenas, já pré cozidas, cubinhos crocantes.. E lá, na expectativa dos elogios! Ele garfou, fez hum de bom. Garfou de novo  e... uma careta!
Me irritei.Sei que não devo, mas me sinto frustrada quando capricho e realmente estou inundada de felicidade , pois gostosura faz isso na gente, e ele não gosta da comida que adorei.
- O que você colocou no recheio do frango?
Desfiei os ingredientes , confesso, um tico irritada.
-  Não entendo... , como diria o Joey, frango good, queijo, good.. Azeitona good.. Jura que não tem mais nada?
- um pouco de coentro.
-Ah! É isso! odeio coentro! Tá explicado! 


Tantos anos de casamento.. Nunca soube que o marido não gostava de coentro. Por outro lado, eu também só soube que eu adorava recentemente. É verdade! O dito só passou a fazer parte da casa desde julho do ano passado. E ele tinha várias histórias sobre coentro, sua rejeição ao condimento, coisa familiar e atávica.
Me ferrei. Pedi desculpas pela minha indesculpavel irritação. Ele desculpou. É um cara legal. 

Então, pensando bem, é melhor assistir ao raio do filme (ruim mas deslumbrante )com outros olhos! Vai que estão falando mal do coentro e eu nem reparei?
Devia ter usado gergelim.



* este mogango foi feito com casca. Um pouco de açúcar cristal na panela, os pedaços do mogango por cima, e, em cima dos pedaços, mais um pouco de açúcar. Solta água, carameliza. É lindo. Como doce não gostei, claro que gostei da parte de açúcar, quem não gosta, mas não pega nele todo, fica estranho. Mas como complemento, principalmente de frango com curry.. nhammy...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Naturalmente


 Quem já comeu milho tirado na hora sabe sobre o que eu estou falando. Sim, milho é bom de qualquer jeito. Na latinha. Na latinha ruim. No vapor. E o americano..uau.. o milho nos EUA é um troço de bom demais da conta.
Mas, em verdade em verdade vos digo: o milho cozido logo depois de tirado do pé faz parte dos melhores sabores do mundo. É doce, começando por aí. É macio e, JURO! Cruz na mão: Não deixa fiapo no dente!!
E as chuvas, creio, deixa eu falar baixinho para elas não ouvirem, parece que, até agora, espantou as gralhas...psiu, não deixa elas ouvirem! Assim, os milhos estão cumprindo sua vida de milho: crescem, a barba vermelha fica preta, cai e a gente come. 
E fora isso, hoje peguei duas melancias. Cara.. é bom demais! Li ontem no Sob Sol de Toscana  que a mãe da autora fazia picles de casca de melancia. Alguém sabe fazer? Já tentei doce de casca e ficou ruim, peguei nesse tipo de apostila que ensina aproveitar cascas. 

 E melancia sempre me lembra a cena de como água pra chocolate, o calor no mundo, e eles se lambuzando de melancia.. Para completar, Raquel está preparando um doce de mogango, com esse que está aí na prateleira debaixo.  Sugestões para as morangas e os mogangos são bem-vindas!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tap, tap, tap tapioca!!!

A infância era assim: a parentada vinha do Ceará de bagagem cheia! Goma pra tapioca, rapadura, cajuzinho cristalizado, castanhas de caju, rede, camisolinha bordada. Era a festa!
Aprendi desde cedo que sobremesa do dia a dia, além de goiabada com queijo, era  melado com farinha. E mais: que ser cearense era motivo de orgulho.  Minha mãe contava que um parente, ao ser questionado se era do Ceará, havia respondido: sou, mas não espalha pra não causar inveja...
A infância era assim: sortida! Em Copacabana , no meu prédio, havia de tudo. Literalmente. Até uma Princesa de verdade, fugida de algum país frio. Minhas melhores amigas eram filhas de paraibano, mineiro e baiano.  Volta e meia um americano alugava o primeiro andar,o que aumentava o meu vocabulário em inglês,  ou , até mesmo, judeus egípcios, com os quais partilhei pão ázimo  tive as primeiras noções de francês.

Quando a goma chegava, tapiocas quentes, simultaneamente crocantes e macias faziam parte do café da manhã, pois a empregada também era cearense. A manteiga derretia e a experiência sensorial exigia atenção: dentes na borracha, gosto bom, meio puxa, meio partido..

Esqueci delas. Via vendendo nas ruas com o estranho nome de Biju, mas recheadas de leite condensado, coisa não muito atraente (leite condensado cru não é o meu prato predileto. Dentro da panela de feijão, moreno, aí sim... Uau!)
Achava que era outra coisa.
Então cismei. Queria tapioca outra vez. Pedi ajuda aos universitários, aprendi  que polvilho doce era a tal goma mas precisava ser umedecida. Vi video no youtube ensinando a fazer. Depois de algumas tentativas frustradas, voilá! Uma tapioca!
As outras tentativas não deram certo.. Aí fui pro Maranhão! Vi como se faz, voltei toda cheia de eu sei. Mesma coisa, uma funcionava  a outra não.
Então, li o delicioso livro O Não me deixes, da contraparente Rachel de Queiroz. Livro cheio de receitas da fronteira de Ceará e Bahia, das implicâncias infantis com os sabores, e recordações do paladar. Tenho certeza de que todos os meus 10 leitores tem recordações incríveis de sabores!Vou adorar conhecer!
 E a vontade de comer tapioca voltou! E eu fiz!!! E acho que nunca mais vou errar.

Pra quem não sabe é assim: umedeça o polvilho até virar uma farofa. Passe no coador (tem gente que chama de peneirinha) . Na tefal quente , com o auxílio de uma concha ou de um ralador de grade mais aberto, coloque o círculo de goma. Em pouco tempo as pontas vão levantar. Grudou. Eu reviro, gosto de amorenar.. Tem quem coma assim mesmo.. Ótimo substituto para pãozinho nesse tempo de chuva!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pode parecer ridículo, mas , como eu já disse, o Rei do Gato de Botas está certo: qualquer coisa com batatas vira o prato predileto.


E por mais incrível que pareça existem batatas horríveis. Algumas por culpa da plantação, é verdade. Ah! Por falar em plantação, estou lendo Sob o Sol de Toscana, intrigadíssima. O filme , ao que parece, não tem nada a ver com o livro.
No livro, ela compra a casa juntamente com o namorado Ed. Vamos ver.. logo no início ela fala de batatas, como é fácil plantá-la e foi isso o que fizeram.  Estou gostando. 
Então, um ótimo acompanhamento é a tal da batata. E essa é campeã. Descasque.. sei, sei que a vitamina está na casca, mas a gente compensa com o modo de cozimento! E corte em quatro, mais ou menos, e cozinhe no vapor! Sal na água. Sei que a maioria das pessoas que lêem blog de cozinha já sabem tudo, mas, como quando eu comecei , e foi ontem, eu nada sabia, comprei uma panela tefal na Casa e Video que vem com a cesta . E o nome é vaporeira mesmo! Antes eu fazia na cuscuzeira.  Então, fique de olho no tal do PONTO. Outra palavra mágica: ponto. Tem que estar cozida mas não pode estar MUITO cozida. Ainda rígida.  Aí, esquentei o azeite Galo na frigideira ex-tefal e dourei as batatas. 
E que o Rei do Gatos de Botas apareça sem avisar!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bom pra chuchu

Vamos combinar que chuchu é sem graça pra caramba. Mas é um bocado simpático.E ainda meu chuchuzeiro é lindo!
Talvez seja por essa beleza, e não por seu sabor que chamem moças bonitas de chuchuzinho...Ou pela forma arrendondada.. Só sei que não lembro de nenhum poeta ou escritor de prosa falar de um jantar citando o delicioso prato de chuchu que foi servido.
Só lembro de Veríssimo, em seu divertido livro de crônicas A mesa voadora citando o chuchu como piada, para quem estiver de carraspana braba, ou melhor, ressaca de vinho com a boca tão seca que come chuchu pra molhar a boca.
Só.
Mas eu os tenho lindos, verdes, brilhantes! E até gosto. Claro que quando se fala em receitas que levam chuchu, tirando o chuchu delas elas melhoram, ou não? Camarão com chuchu. Sem chuchu é melhor, não é?
Então, um suflê é sempre bem vindo. Preserva o chuchu em si, e faz bem! Comida suave como colo de mãe. Primeiro, cortei os chuchus em cubinhos, lindos, verdes!brilhantes! E os cozinhei no vapor. Então, enquanto isso, no liquidificador , meio copo de leite, duas colheres de margarina derretida, uma gema, um tanto de ricota. Coloquei , também, uns pedaços de chuchu para esverdear a mistura e um tico de sal ( o chuchu estava no vapor mas com sal) 
Bati a clara em neve. Misturei tudo e pronto! delicia!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Presente e queijo!!

Como é bom ganhar presente!! e vejam só que presentão! Eu já tive uma e a uso até hoje consultando. Pois é do site Ideia Pop Há diversos temas, mas para a gente esse é o que interessa, mas a Gina pode dar a de Músico para o filho! Vem com pauta de anotações musicais e tudo. É muito legal. Dicas de filmes sobre culinária, tabelas de pesos e medidas, dos locais de feira do Rio e SP, épocas de frutas, história dos vinhos, chocolates, e receitas! Como 2011 é o ano da Itália no Brasil, muita coisa sobre a gastronomia italiana.. Mangia!! O Chef Ducasi assina as receitas.
Bem, ontem eu fiz uma receita do delicioso livro A Cozinheira Nomade. Já leram? É bárbaro. A autora tem pique, euforia. Embora muitas vezes seja apressada, coisa que entendo bem:-)  Ontem, eu peguei a receita da torta de microondas que está no livro. Sim, é um romance mas é um livro de receitas recheado de um romance, a história da moça que foge de Aracaju , passando por Salvador, chegando em Santos e.. Ah, não vou contar não! Vale a pena um livro nacional com aquele vocabulário musical do nordeste. MUUUITAS receitas. E a que fiz ontem mais ou menos, sim pois mudei tudo, é da torta de microondas. Ela fala em 3 ovos (pronto, já virou um só), meia xíc de óleo ( virou uma colher cheia de azeite) queijo ralado, farinha, fermento, um tico de leite. Bater tudo no liquidificador. Untar uma forma de vidro alta, colocar farinha de rosca. Derramar parte da massa, um tanto do recheio que quiser, e o resto da massa. Segundo a autora, em potencia alta 9 minutos. Depois, mais uns 4 para dourar.
Bem, eu fiz só um pouquinho, e o recheio foi queijo de minas, achei que ficaria como um suflê de queijo, mas não, ficou crocante, muito gostoso! E simplérrimo! Como a receita foi pequena, deixei 6 minutos. Booom!!!
Hoje, gelado , está uma delícia!!!!!!!!!!!!!!!!!