quarta-feira, 30 de março de 2011

Era uma vez..

Meus pais gostavam de viajar.Pegavam o carro sem destino e íamos pelo Brasil. Naquela época, não havia estradas asfaltadas para todos os cantos, Brasília era um grande canteiro de obras, e o carro era um gordine azul marinho.

Aí, a gente comia no meio do caminho. Parávamos em algum lugar, sentávamos e esperávamos as surpresas da vida, confesso que , para mim, criança enjoada, nunca muito agradáveis. Uma vez , morta de fome, tarde da noite, chegamos em uma cidade e só um bar aberto.
- Tem comida?
-Tem simsinhô.
- O quê?
-Paca
(mamãe vibra, nunca tinha comido paca, angela sente as lágrimas aflorarem.Mãe com pena:)
- Há outra coisa?
-Tem pastel
 (angela vibra!)- de quê?
-Bacalhau.
(lagrimas surgem)
- Não tem mais nada?
- Tem sorvete..
(uma esperança!)
- sorvete de jenipapo..
Copiosas lágrimas! o jeito foi comer pão duro. Doutra feita ( doutra feita é bárbaro!) a mesa de almoço foi posta, farta! o preço era um só, a gente sentava, lutandocom as moscas, e vários pratinhos surgiam: feijão, farofa, arroz, carne, e...
-OI que é isso?
- Nhonhoque, a senhora conhece?

  Sim, conhecíamos, dispensamos. Então, eu quis fazer nhoque! nunca tinha feito, mas comprei uma maquina na loja de 1,99( ela custou 8 reais) e tinha de usar! igual a dessa foto aí!
E as abóboras.. eu sei , eu sei, ninguém mais aguenta falar em abóbora! então, finge que é batata doce, o que importa é o resultado.
Não sou lá de nhoque, acho massudo, mas o da maquininha é pequenino, acho que vou gostar.. e quero fazer de abóbora! RÁ!!!! Cozinhei no vapor tudo direitinho e quem é que disse que acrescentando farinha a massa surge? Só se forem dez quilos de farinha! pois abóbora pescoçuda mesmo, no vapor, é molhada e não faz massa nem por milagre!

Desisti do nhoque, fica pra próxima, descobri em um video do youtube que eu deveria deixar a abóbora escorrendo horas em uma peneira pra fazer nhoque (é, vocês não se livraram do nhoque de abóbora! ele voltará!)
Mas a massa molenga estava lá, com um pouco de ovo nela , conforme as receitas mandavam e muita farinha.. lá, olhando pra mim.. querendo dizer alguma coisa..
Botei o resto do ovo, e temperei com noz moscada, sal, pimenta do reino, e manteiga derretida, e uma colherzinha de fermento , e mais farinha e, em uma forma, coloquei a metade. Dentro, pedaços de queijo de minas, fatias finas de presunto, cobri com mais massa, e forno!
Será um avião? um suflesão? um pão? Não! é uma ótima invenção!
Quentinho saiu, sabe pãode queijo que fica com a casca dura e o recheio puxa? pois é!!
Gosto delicioso, bom mesmo! no dia seguinte, ainda peguei em fatias finas e grelhei. Ó! daqui!! Está tudo fora de foco, mas é lindo e saboroso!

terça-feira, 29 de março de 2011

Massa é massa!

Ando lendo vários livros gostosos!
Mas hoje não vou falar nem sobre eles nem sobre filmes. O assunto é massa de pastel!
Ultimamente algumas delícias andaram sendo feitas em massinhas prontas. Colocam no forno, recheiam e comem, delícia da delicia! 
Não tive essa sorte, sempre que coloco uma massa de pastel, dessas redondinhas, no forno, ela fica dura como papelão.
Mas em compensação é a MELHOR lasanha do mundo! ou canelone, sei lá. Cuidado meninas! a gente não consegue parar de comer. 
E tenho usado pomarola Knorr pronto, o tradicional mesmo.
Então, lápis e caneta na mão ou mouse e copy and paste!
1 pacotinho de massas de pastel redondinhas a sua escolha
1- lata de pomarola
1- um copo americano de leite(uso o desnatado)
200g de mussarela ( acho estranho moçarela, minha avó falava mutsarela , muito difícil)
200g de presunto, tudo fatiadinho prontinho.

Então.. aí, você pega um pirex e passa manteiga,margarina nele o que quiser. Pega cada massinha e enrola nela uma fatia de presunto e uma de queijo, e vá organizando bonitinho no pirex. Então, pega a pomarola e joga, coloque o leite na latinha para aproveitar e joga também. E deixa assim por uma hora. 
Difícil, né?
E forno nele! claro que parmesão por cima, ralado grosso é legal.. mas ó..
É a melhor massa do mundo!! Já fiz também com peito de peru e queijo branco, mais light..  Nunca fiz com molho caseiro de tomate, deve ser bom também.


 BOM DEMAIS!!!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uni-du-ni-tê - Intervalo

Assim que casei, (lembro aos jovens que estou com 56 anos) minha mãe dizia para eu não fazer arroz porque era muito difícil. Então, caso eu precisasse de arroz, lá vinha a empregada dela com uma panela na mão me entregar um arroz fresco.
Naquela época, fazer arroz significava catar o arroz e manter uma chaleira de água fervendo ao fogo, sei lá porquê.
E eu acreditava que era muito difícil, afinal, tinha sido bandeirante, e arroz empapado grudando na panela era a refeição indispensável dos acapamentos e acantonamentos. Na canção "que mentira que lorota boa" explicávamos que "o arroz não é empapado e a maionese é um colosso" .
Ah! mas tudo mudou!
Além do uso de arroz parbolizado, coisa que aprendi com o marido que era dono de restaurante quando o conheci, ele me ensinou a fazer o arroz sem nada: basta acrescentar o dobro da quantidade de arroz de água, pode ser fria mesmo e um pouco de sal!
E o mundo mudou! Ah! a vida ficou mais leve!
Porém, mesmo assim, mesmo soltando o arroz, uma leve camada do dito ainda cisma em resistir. E não se pode dar um pulinho na internet, não senhor!
Assim, conheci a maravilha da minha vida: panela elétrica de arroz!
Basta colocar o arroz ( que já deixo lavado na geladeira uma boa quantidade), o tempero que quiser e o dobro da medida em água. Simples, perfeito, soltinho mas.. ah! o fundo SEMPRE fica moreninho. SEMPRE. Já tentei mudar detalhes, com azeite, sem azeite, duas ou mais xícaras de arroz, uma só.. sempre amorena o fundo. A minha é da funkitchen, não tem essa florzinha não.
Mas ela traz a maravilha da cestinha! então, eu faço o arroz, e , na cestinha, coloco legumes e frango e pronto! refeição perfeita, completa sem queimar!! Tudo fresquinho, saudável, um pouquinho de gergelim torrado por cima e pronto!

Mas ó! que maravilha! fui uma feliz ganhadora da panela de arroz de forno de microondas do blog da Deborah.
Adoro brindes!! adoro presentes!
Eu já tinha tentado arroz no microondas antes. De dois jeitos: comprei uma dessas panelas em loja de 1,99, não consegui. Segui as instruções do saco de arroz. Não deu certo. Mas oh! Ficou perfeito! Segui as instruções da panela Di Italia. Uma xícara de arroz, duas de água.. aí mudei, mandava uma colher de sopa de óleo.. NEM PENSAR.  coloquei uma colher de sobremesa de azeite e com muito respeito. Cebola.. naninão. Coloquei alho.
7 minutos em potência alta. depois, 8 minutos em potencia média ( no meu microondas usei o número 8) . A instrução manda esperar dez minutos antes de comer, não sei porquê. Alguém sabe? assim esfria e tem que voltar pro microondas novamente.

Então, uni-du-ni-tê. Na panela no fogão, queima se não ficar olhando; na panela elétrica, bronzeia o fundo, não queima, mas bronzeia. No microondas, há que se voltar e refazer..

Qual a melhor opção?
Fico com o microondas. Mas o marido achou que havia ainda um leve sabor de plástico. E eu lavei antes.

E voltemos à programação normal!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sobrou pra mim

Leio agora o delicioso livro A parte mais tenra. Delicioso pois a autora ( a mesma Ruth de Conforte-me com maçãs) o preenche de receitas e  a gente saliva. Logo no início ela avisa que tudo é verdade mas é mais ou menos. E começa falando sobre sua mãe, uma mulher bipolar que envenenava seus convidados. A doida achava que sabia cozinhar (ih.. conheço tantas assim..) e gostava de inventar (eu!eu!) e misturava o que tinha na geladeira (eu! eu!) e fora dela. Era capaz de fazer um cozido de tudo, tudo mesmo, batata, carne, morango, um resto de torta de cereja e miúdos de frango. E achar que era bom.
Outra mania da mãe dela era não jogar comida fora, comer alimentos fora da validade.. bem, confesso que também não me sinto bem jogando comida fora. O marido fala: não está jogando nem um real no lixo mas , se  estiver estragado, vai ter de gastar muito mais em remédios! 
Então jogo. Fazer o quê? mas é difícil. Pelo menos tenho cachorros que não ligam muito pra essa coisa de três dias na geladeira.. E ficam felizes.
Pois sobrou arroz, mais de um litro de arroz ( utilizo embalagens de sorvete Kibon  de 2 litros como acolhedores de sobras ) e o marido quer arroz fresco , feito no dia. Já viu: não quero jogar fora, e faço uma xícara de arroz. Exatamente nesse dia o homem acordou com mais fome do que o rei sol. Então faço duas xícaras! aí está de fastio.. ok, uma xícara e meia..
e nessas, lá está o arroz sobrando.
Ah! mas isso não vai ficar assim, vejamos o que podemos fazer..

E quebrei um ovo caipira, duas colheres de queijo ralado, uma colher de farinha, umas cebolinhas fininhas,um pingo de leite...ah! precisa de nozes! pimba! algumas nozes quebradas. Agora, manteiga no pirex raso, farinha de rosca no pirex . Hum.. bati uma clara em neve e acrescentei à mistura de arroz. Agora sim. Verti no pirex. Pensando bem.. umas cebolas por cima e forno! Meia hora de forno..
Uau! tudo de bom! gosto delicioso, saudável, e os pedacinhos de nozes nos dentes...hummm....
Maravilha! só falta batizar: torta de arroz? Casamento feliz?
Arroz em pedaços?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sabores da infância

O que será que criança gosta?doce, claro, mas não qualquer um. Ah.. mas sorvete.. hum..
Lembro sempre do filme Pollyanna quando ofereceram sorvete feito em uma sorveteira manual.. ah! aquilo e os cristais colorindo a vida mudaram a minha!
Inesquecível o aniversário quando uma carrocinha da Kibon ficou a postos à vontade. Sorvete feito e casa!
Sorvetes eram diferentes quando eu era pequena e havia histórias de dedos perdidos , grampos e outras coisas nos sorvetes da Kibon. A família dava um passeio noturno até a sorveteria SIX, no posto seis, beira da praia .
Minha mãe tinha uma receita de  um fantástico sorvete de leite, caramelo, sei lá, que, infelizmente, levou junto com ela. Já velhinha, perguntei como era e não soube responder.  Não era cremoso coisa e tal. Tinha lascas, era congelado em formas de gelo, daquelas de metal que fazia cubinhos com uma alavanca. Acredito que fosse feito com gemas e calda de açúcar queimado. Um dia vou tentar. Era bom demais.

Quando conheci minha menina menor, ela tinha 5 anos. Perguntei como é que gostava de sorvete e ela disse: muito!
Ah! também quero muito! mas há triglicerídeos, meu filho se casa ainda esse ano e não quero chegar carregada.. aí, uma amiga postou um sorvete de um spa que foi. E não havia nem açúcar nem leite e a receita era escondida a 7 chaves!
Blá! pra eles! já descobri o sorvete de amoras e morangos agora o de banana! A foto não fica bonita, só se eu colocar florzinhas em volta, fazer produção, mas é uma delícia!
Sabe as bananas secas do outro post? então,deixei em água gelada . Cobrindo as bananas. Elas amaciaram e foram para o processador, viraram uma musse deliciosa de banana! Aí,foi colocar uma horinha no congelador e pronto!
É inacreditavelmente maravilhoso! Nada de lactose, nem açúcar , só a doçura da banana seca!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vou aqui e volto já







Esse é o nome de um dos livros da coleção 12 olhos e uma história, ou Assim é como assim lhe parece, da Ediouro, que ganhou muitos prêmios na ocasião e que eu sou uma das três autoras, divido a honra com Lia Neiva e a saudosa Sylvia Orthof.

A coleção foi pensada pela então editora Helena Rodarte. A idéia era que Lia Neiva inventasse um conto de fadas em 5 páginas.Eu o receberia e ,também em 5 páginas, reescreveria a história como se fosse uma das personages e passaria para Syvia fazer o mesmo.
Nesse caso,escolhi ser a padeira do casamento do príncipe.  E digo: " Exagerava na canela e na baunilha para que o odor dos pães viajasse muitas léguas e satisfizesse os narizes de todo o povoado. A tradição do Reino das Três Montanhas ditava que quatro habitantes do reinam tinham o privilégio de assistir aos festejos sobre a muralha do palácio e deliciar-se com a visão e odores das iguarias. Artemiza achava isto um absurdo. Ela achava que deviam ser cinco os escolhidos: um homem, uma mulher, um cego, uma criança e um surdo. Isso sim seria justo. Assim, sua rebeldia transformava seus pães em verdadeira fábrica de perfumes, de modo que todo o reino era capaz de lembrar-lhes o cheiro por muitas luas."
Acho que na ocasião em que escrevi eu já antecipava meu futuro interesse por comidas.  E como é bom sentir os odores! Tanto, que no livro Caixa surpresa, também da Ediouro, escrevo que " guardo cheiros de mato/hortelã, terra molhada/flores, batata assada,/pipoca quente, pão fresquinho,/ perfumes dos mais diversos./Tantos gostosos cheirinhos/que não cabem nestes versos.
Cada um tem seu cheiro preferido. O pescoço do neném ,filho da gente, é um  daqueles que desperta tudo o que  a gente tem de bom. O pão no forno traz um aroma que faz a gente salivar mais que o cão de Pavlov e o estômago reconhece como felicidade. E o mato roçado.. ah! esse chega a dar barato!
E foi isso, o Jair estava roçando o mato em volta da casa e o cheiro verde tudo perfumou!
Inspirada, fui pro forno pra oferecer a vocês um cafezinho passado na hora com biscoitos.. eu não sei se o nome disso é biscoito, ou é bolinho ou é cookie, americanamente. Acho que o nome deve ser gostosura . E é assim: na batedeira,um ovo, no caso, caipira que dá aquela cor de sol em tudo. Junto, umas duas colheres cheias de açúcar mascavo, caprichadas como montanhas. E duas de manteiga ( na realidade usei a qualy vita mas não conta pra Neide não senão ela briga)E vai batendo! e uma xícara de farinha de trigo branca, meia de farinha integral e meia de maizena .Uma colher de sobremesa de fermento em pó. E duas colheres de leite (usei desnatado) aí, passas a gosto e raspas de cascas de limão. Achei que precisava, acrescentei uma colher de sopa de mel de abelha. Então,em colheradas na forma untada, ou melhor, no papel manteiga untado pra não dar trabalho. E o aroma.. hum..
É de flutuar! e se você se lembra que tudo isso se misturou, o doce, o fermento, o verde..
E dourados, ficaram prontos, a gostosura, com uma camada fina crocante externa e a maciez interna.
No dia seguinte, se sobrar, fica tudo macio e saboroso e a gente come sem culpa, pois pode engordar mas faz bem à saúde!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Explodir colorido!

Ah, como eu gostava dessa parte da canção Superbacana!
Pois é, ontem foi assim, explosão de cores!

Então, para combinar, imitei algum desses blogs maravilhosos de vocês e descobri que a quinta coisa melhor do mundo é legumes assados!
Na assadeira, um filete de azeite Galo, assim, fazendo a letra N. Filete mesmo. Depois, fileiras de cores ,imitando o dia e à blogueira que falou no assunto (desculpe não citar, são tantas maravilhas que confundo a autoria, mas se você estiver lendo, obrigada!) abóbora, cebola, cenoura,pimentões coloridos, abobrinha, chuchu, salpiquei sal ( a abobrinha pega mais sal que o resto) e deixei assando até eu fazer como Deus:vi que era bom.  E era!!! Carameliza, adoça e salga, e ah.. porque minha mãe nunca fez isso pra mim quando criança? eu teria gostado de legumes antes!
Mas, não ficou por aí, pois eu estava com a macaca e fiz muuuitas coisas.. também, depois de dias de enxaqueca.. Vou bem, a enxaqueca não me maltrata tanto quanto antes, quer dizer, não sinto mais dezenas de facas guinzo enfiadas juntamente com espetos de churrasco (céus... só penso em comida) ok, e uma bigorna apertando, mas fico como quem bebeu o mar inteiro.. Então, livre da sensação, terminei de ler o maravihoso "Porca Memória". Ah como é bem escrito! E como é bom ler um livro viril. É livro escrito por homem, quer dizer, no caso, homens. Depois das viagens entre flores , sumos, casas de pedra femininas um livro másculo cai bem. Dois caras  bascos escrevem, um deles, um chef . Há apenas uma receita , mas é sobre comida e casos, e opiniões.. Por exemplo, o chef , ao comentar um excelente restaurante, fala que os sorvetes são feitos duas vezes ao dia para que sempre estejam cremosos. Realmente, de um dia pra outro, a gente tem que esperar um pouco para servir. E, ao final dá várias dicas e opiniões a respeito de cozinhar.Coisas asim: " a boa cozinha tem que ser verdadeira" e também assim: " não leia artigos com opinião sobre cozinha, gastronomia ou vinhos. Quase tudo é falácia" "Todos e cada um de nós sabemos fazer alguma coisa na cozinha.Mesmo usando o microondas" " se você estiver decidido a dar comida a alguém, mesmo que esse alguém seja seu próprio corpinho, tenha tudo à mão"
Essa última, para mim, é muito difícil. Vim com defeito de fábrica. Enfim..
mas aí, entre vários conselhos interessantes, ele diz também: " acostume-se a comprar seus doces favoritos, não tente fazê-los em casa, não vale a pena. O sorvete deseu sabor favorio.. não seja insensato."
Pois fui e não me arrependo, ueba!!!
Claro que não é do meu sabor favorito e a foto ficou horrível e hoje vou fazer de outro sabor. Agora aprendi e ninguém me segura!  Ah! um dia vou oferecer um prato como a paleta de cores que comi no restaurante do Museu d´Orsay. Foi tudo ótimo, contrariando a máxima que a qualidade da comida de museus é oposta a das telas, exatamente como são horríveis os quadros em restaurantes. Não lembro o que comi, faz 14 anos, mas lembro da sobremesa: um prato com várias bolas de sorvete de fruta, sem leite, deliciosos, coloridos! E a burra aqui não fotografou. Ainda não rolavam as máquinas digitais.
Então, fiz de limão assim: fervi uma xícara de água com uma de açúcar cristal. Esperei esfriar, coloquei meia xícara de limão desse limoeiro aí (nãosei sei o nome do limão) e uma clara em neve. Foi pra sorveteira, e, em meia hora..   Que beleza!!
Aí,sem querer esperar, descobri o sorvete light da vida! peguei um tanto de amora congelada e coloquei naquele mixer, a foto não está lá essas coisas mas o gosto.. hum..
imagino que dá pra se fazer uma calda interessante com algo adocicado se quem estiver de dieta quiser.. E deve ficar bárbaro com morangos congelados! 
Depois, assim que a sorveteira voltou a congelar, fiz um MONTÃo de sorvete de amoras seguindo o mesmo princípio do de limão, fervendo água com açúcar, esperando esfriar, colocando uma única clara em neve. DELÍCIA!!! e amanhã tem mais!

sábado, 12 de março de 2011

Doce que te quero rubro!

Adoro cinema e há uns filmes que falam dentro de mim. Não são necessariamente a obra do século mas são filmes que dizem aquilo que acredito. Em geral, meus prediletos falam sobre mudanças, transformações positivas, em geral pelo amor. Falam também sobre uma opção por uma vida alternativa, nada burguesa. Uma vida livre.
Um dos meus prediletos, e graças a Deus são muitos, é o Fora do Mapa, um filme feminino, baseado em uma peça de teatro , mas a autora é a roteirista . Uma família que mora fora do mapa mesmo. Pai melancólico chora o tempo todo, coitado. A mãe é a fantástica Joan Allen, ah.. ela nesse filme é o tipo de mulher que eu queria ser! Isso ocorre com vocês? olhar um personagem e pensar..poxa, eu queria ser assim. A primeira vez que vi isso na tela foi na comédia Irmãos Gemeos, com o danny de vito e o sshhwwasneggeerr. Eu era jovem e pensei: eu quero ficar que nem a mãe deles, Bonnie Bartlett

Mas não contava com as doçuras, elas não deixam a gente tão magrinha quanto ambas.. mas ah! como fazem a beleza e a delícia da vida!
Pois bem,em fora do mapa Joan Allen faz conservas pois ela vive daquilo dali mesmo. Surge do nada um cara do imposto de renda pois a família não pagava IR e isso nos EUA é cadeia. E esse tax man se tranforma. Uma hora ele diz : vocês são felizes! vocês tem comida para um ano...
Pois é, porque ela faz conservas.
Outro filme que amo, adoro, ah.. também queria ser como ela , mas ela fumava muito .. ah, que mulher linda! Anne Bancroft. Ela foi maravilhosa!

Esse é um dos prediletos. E ela come o que planta, a refeição pode ser um milho, um pouco de feijão, o que pescou.. e faz conservas, e os netos ajudam nas geleias.

É nisso em que acredito. Aí, surgiu no mercado um produto chamado 4 minutos que vi em um desses maravilhosos blogs de vocês. E comprei, fiz o pedido,chegou certinho, e pronto. Bárbaro! Que economia de gás! É pectina, dextrose e ácido cítrico.
Segundo o atendimento, a geleia hermeticamente fechada dura um ano e , após aberta, uns três meses . A de amoras que faço, com laranja ou limão, dura umano na geladeira. Mas a praticidade e rapidez e a economia de gás( o produto é barato) uau! O envelope dá para uns 8 potinhos. Resolvi fazer com minhas acerolas congeladas. Como essa fruta não está na listagem deles, escrevi e me disseram para fazer conforme as laranjas. Ficou uma delicia, mas , para mim, doce demais, e ficou perfeita, linda, mesmo eu errando na hora de fazer porque sou uma atolada.Dá pra acreditar? é só colocar as frutas ou o suco na panela com a pectina misturada em açúcar. Deixar ferver por dois minutos, acrescentar um tico de manteiga e o resto do açúcar e ferver ,sempre mexendo, por mais dois minutos. Só isso! Consegui errar. Mas não notaram.
E fiz de amoras, que também estão no freezer.. aí, já safa, reduzi a quantidade de açúcar.
É, acho que nunca serei parecida com essas atrizes! Tomara que seja parecida com suas personagens!

quinta-feira, 10 de março de 2011

minhas abóboras e meu marido

Vocês viram o filme Minhas mães e meu pai ? Eu vi.
É bem legal. Annete Bening tinha de ter recebido o Oscar. Está perfeita. E todos os demais estão bem. A história é essa: duas mulheres são casadas há anos, uma com a outra, e fizeram inseminação com doador anônimo e tiveram dois filhos. A Lei americana diz que , aos 18 anos, o filho pode procurar o doador, aí se o doador quiser conhecer seu filho , ok. No caso, a menina faz 18 anos, procuram o cara. E ele é legal, gente boa. E aí não conto mais. Aliás, conto sim porque está na ponta da língua, mas não agora, láaaaaaaaaaaaa no final do post. Quem não viu não lê.
E o que isso tem a ver com as abóboras?

É que eles são meio naturebas. O cara legal tem um restaurante Local food, deve ser igual ao slow food, só que eles usam a palavra local. E, tirando uma torta, as refeições são sempre com vinho e muita salada. Morro de inveja do povo do hemisfério norte que pode comer do lado de fora. Em Paris comi assim, no jardim. Não há insetos!!!! Aqui, a gente churrasqueia espantando mosca.
Então, então a maior parte da minha alimentação é local, e a quantidade de abóboras naturais, se defensivos , juntou uma coisa com a outra.
Ontem, além de secar um tanto , que ficou delicioso embora tenha reduzido impressionantemente o tamanho da coisa ( tem que se ter cuidado,pois , com ela seca, a gente corre o risco de comer uma abóbora inteira!) me deu varias idéias. Dessa vez sequei a de pescoço, agora tentarei a moranga, e ainda vou experimentar temperando as fatias antes da secagem.. com sal ficou um ótimo chip!
Então, além da secagem fiz.. hum........waffle!!
Além da cor linda, ficou ótimo, delicioso e de todo jeito. Com mel, manteiga, margarina, puro.. como a abóbora é molhadinha, ele ficou com uma camada muito fina e delicada crocante, fina mesmo, e por dentro suflezinho. A receita deu para 3 waffles duplos,ou 5 individuais, dependendo de quanta massa você colocar na máquina. E, como eu comi sozinha porque o marido não gosta de abóboras  a não ser raramente em certas ocasiões etc e tal, claro que não dei conta .. mentira, comi tudo, deixei um pedaço para colocar , tchan tchan tchan tchan!! na torradeira e ficou Bárbaro!
A receita veio desse site que minha amiga Marion indicou. (adoro ela. Acredita que a gente se conhece desde os 11 anos e nossos filhos estudaram juntos e tudo? )  e acho que essa belezura vai ficar deliciosa se usada no lugar de pão em um ótimo sanduiche de queijo prato pra quem puder comer queijo prato!

Um ovo , usei caipira.
¾ de xic. de purê de abóbora cozida
¾ de xic de leite , usei desnatado
½  de farinha
1 colh de sopa de manteiga derretida (usei margarina Qualy)
1 colh de chá de fermento em pó (usei royal)
½ colh de chá de sal.

Bati o ovo na batedeira, quando estava fofinho, juntei o resto ainda na batedeira e coloquei na chapa quente.. UAU!! como é bom ter paladar!
Agora, meu comentário sobre o filme:
Ah, não vou comentar não :-) mudei de ideia, vou comentar no site do Multiply! Assim não estrago nada de ninguém que tenha lido

terça-feira, 8 de março de 2011

HELP!!! Nenhuma delas virou carruagem!

Como conservar? secas ficam boas? dicas, receitas? ano passado as palmas das minhas mãos ficaram cor de abóbora a ponto de minha amiga Malu achar que eu estava com problemas no fígado, e olha que só comia algumas fatias diariamente!
Meu mail é angelaescritora@gmail.com
toda e qualquer dica será bem-vida!! Ah! que não leve bacon, camarão, polvo, carne e gemas de ovos!! A vida de uma colesterolzada enxaquecada não é fácil!

e skindÔ skindô! é hoje só amanhã não tem mais!!

sábado, 5 de março de 2011

Tudo está bem quando acaba bem

A frase não é minha. È de Carolina Ingalls, mãe de Laura Ingalls. Frase repetida em diversos livros sem conta. Carolina, durante a saga, é considerada a melhor cozinheira do mundo. Faz de tudo e faz bem. É capaz de fazer torta de abóboras sem abóboras e outras mágicas.
Agora, ando vendo o seriado Os Pioneiros baseado na coleção. Os 5 primeiros episódios são bem semelhantes aos livros, depois degringola. Mas, degringola desde o início a personalidade de Carolina. Mas, isso é papo para fanaticos como eu.

Se ela está certa, não sei, mas foi exatamente o que ocorreu hoje! Eu agora vejo o programa da Ana Maria Braga! graças ao canal Viva. Não vejo sempre, mas, de vez em quando vejo. Só gosto da parte da receita e acho o louro José engraçado. No  mais, não sou seu público.  Mas as receitas.. hum... Vi recentemente um molho para carne assada que deve custar o olho da cara mas deve ser delicioso; vi ha algum tempo um doce de chocolate que me deu crises obsessivas  de tanta vontade de comê-lo e, recentemente, um troço atrativo cuja receita completa está aqui.
Lá vai o marido, como bom marido ensinado, comprar o flocos de milho e hoje, por algum motivo doentio, de autosabotagem, sei lá -pois é folga da Raquel- acordo animadíssima para a nova receita!
Descubro o primeiro problema: a receita fala em 300 g de flocos de milho e só vem 200 na caixa. Então, vamos reduzir a receita! difícil proporção em se tratando de gemas, e eu já tinha nevado as claras todas... e aí, li sem óculos e  achei que era uma xícara de leite de coco, coloquei o light, e foi mais que meia xícara.. e fiquei com preguiça de transformar o flocos em farinha, soquei o saco achando divertido, mas.. já contaram?
1- vasilha de claras em neve
2- flocos de milho espalhados pelo chão
3- pratinho com um bocado de clara em neve para diminuir a receita
4- pratinho com as gemas coadas
5- pratinho com sobras das gemas (tinha de reduzir a receita!)
e vamos ficando por aqui para não cansar:  o caos estava formado!
Claro que eu não tinha suco de laranja, as laranjeiras estão carregadas mas verdes, então fiz com suco de manga.
E deu tudo certo!!! que delícia, mamamia, não posso parar de comer!! É lindo, é light, é saboroso, é suave.. ah!! e minhas frutas foram uma manga, um papaya, algumas uvas sem caroço e uma banana.
Na próxima vez (sim! haverá proximas vezes!) colocarei passas na massa de flocos!
Bem, mas eu não ia deixar aquela beleza de sobra de claras em neve no lixo, nem o restinho de gemas. Um suflê, claro! e de milho que é  mais rápido, enquanto isso, o purê de batatas estava sendo feito, mas ó! ficou salgado! cozinho outra batata em OUTRA panela, e tasco mais leite no purê (comecei a achar que iria virar sopa  de batata) e vamos ao sufle:
uma latinha de milho.
duas colh de farinha
1 ovo (claras em neve separadamente)
meia xicara mais ou menos de queijo ralado
meia xícara de leite (sempre uso desnatado)
2 colh de manteiga ou margarina derretida
Isso tudo no liquidificador. Separo sempre um pouco do milho para deixar uns carocinhos e derreto a margarina no microondas...
então, fiz e ficou bonito! mas aí, resolvo tomar um cafezinho , vou esquentar no microondas e óh!!! esqueci da manteiga!

mas não é que deu certo? tudo certo! purê, coisa de milho (pois não dá pra chamar de suflê) e o troço delicioso com frutas!!


Caroline Ingalls dessa vez estava certa: tudo está bem quando acaba bem!

Ah! e já ia me esquecendo: sou fã dos produtos Gomes da Costa, mas um dia desses comprei uma lata de sardinha sem pele que tinha cheiro de .. pois é, não vou dizer pois sou uma moça de família. Então, escrevi pra lá. Educadíssimos, não só me pediram desculpas, me enviaram a reposição da lata, disseram que talvez tenha sido um micro orifício, e me mandaram umas receitinhas de propaganda.. então, tudo está bem quando acaba bem!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Au Charbon

O título da receita e seu modo de fazer foi tirado daqui * como boa macaca de imitação que sou, cópia sem vergonha da excelente escritora Sonia SantAnna, tradutora de mão cheia e especialista em romances históricos como o maravihoso Degredado de Santa Cruz, belissimamente ilustrado pelo genial francês Laurent Cardon (cujo privilégio de te-lo tido como ilustrador de um de meus livros me faz me inclui em ótima companhia) e o esclarecedor Leopoldina e Pedro I, que nos faz repensar os contos de fadas com suas princesas e príncipes e verificar que sonhavamos errado!

Ficamos sabendo  que Leopoldina, por exemplo. não se alimentava lá muito saudavelmente,  " vinho ,frango com alho, pesadas porções de arroz e e toucinho, um gorduroso cozido de verduras e uma enormidade de doces" e , mais tarde, começou a frequentar a cozinha do palácio tendo como grande amigo o cozinheiro francês Boyer, praticamente seu único amigo e confidente.

E aqui, continuo na minha saga "frango com batatas" . Acordo, dou uma vista d´olhos nos livros de receita, me inspiro e faço o do dia. Ontem fiz o trivial baseado em uma dessas revistinhas de banca de revista que custam 99 centavos. Ensinava que era apenas picar 1 kg de cebola, 1kg de batatas, 1 kg de frango, misturar em uma assadeira, sal e pimenta. Colocar no forno coberto de papel alumínio, depois de assado tirar o papel e corar.
Estranhei tudo.
´Piquei o kg de peito de frango, salguei, juntei com uma única gorda cebola, algumas batatas, coloquei em um pirex untado.. ah. uns pedacinhos de pimentão ....

E fui vendo, e provando.. ah.. não tava bom. Tasquei shoyo. Hum.. faltava algo.. mostarda! agora sim...
e cozinhou, e tirei o papel, e , claro, queijo ralado por cima e... ah.. minha inspiração...
e computador.. e o cheiro de quê? bolo assado? não tenho vizinhos tão próximos.. Ah! Céus! o frango!
corri para o forno e salvei! e digo mais, TINHA de ser assim, meio carbonizadinho , ficou ótimo!!
Sonia, você é uma ótima cozinheira!!
* infelizmente o link é para quem tem conta no multiply e faz parte da rede da autora, mas se ela gostar, vale a pena ler! quem de nós não queimou algo na vida atire o primeiro carvão!

terça-feira, 1 de março de 2011

Yess, nós temos bananas!

Comecei a escrever muito cedo. Minhas primeiras letras impressas aconteceram quando eu tinha 12 anos na revista Garotas, que eu adorava! Ah! Além de contos, além dos quadrinhos sobre a fabulosa modelo Tiffany Jones , aceitavam colaboração dos leitores. Enviei uns desenhos e um pequenino conto chamado As Mãos. Uau! Que alegria foi ver meu nome impresso!
E eu só tinha escrito sobre o tema As Mãos por conta de um livro que era moda na época chamado Português ao alcance de todos. Também adorava! Um livro de gramática totalmente ilustrado de maneira humorística, quadrinista e meio iconoclástica. Em suas páginas finais o livro apresentava sugestões de temas para redações, entre eles, As Mãos.
Mas não tinha sido idéia minha ficar escrevendo e sim de minha prima Flávia. Ela me disse ao telefone que estava fazendo isso, escrevendo redações sobre todos os temas. Achei legal e fiz também.
Um dos temas era A Família à mesa. Sobre isso, relatei uma refeição em minha casa . Na mesa, meu pai, minha mãe, eu , minhas irmãs e , claro, Flávia, que naquela época era gulosa: capaz de saborear com prazer tanto um belo repolho quanto um prato de brigadeiros! Hoje,  é o orgulho da minha geração: corpo espetacular sem plástica alguma! E sem restrições! Sua receita de juventude e beleza é: uma única e deliciosa refeição por dia, pode ser almoço ou jantar. A outra é substituída por uma salada de folhas.  A pele e os cabelos agradecem!

O mote da minha redação era a finalização de um enorme cacho de bananas ganho por minha mãe em uma rifa de quermesse. Caso verídico! Era banana de todo jeito e todo dia e, para nos convencer , ela andava pela casa dizendo: angela, come banana que engorda porque alimenta (eu era magra, era, passado do verbo fui) , fulana, come banana que emagrece, é vitamina e você fica sem fome. Marido, coma banana que faz bem ao coração.. Menina, coma banana que faz bem à pele, é cheia de vitamina A !

Essa era a minha mãe.. O tempo passou , acabei reformando o conto e ele hoje faz parte do volume GULA da coleção Eles São Sete da Ediouro. Troquei  o sexo da protagonista em homenagem aos filhos e substituí minha prima Flavia por Joana, minha "filha" de estimação, vizinha que jantava diariamente conosco. Jantava conosco às 7 horas e na casa dela às 8.



Agora, o conto vem sempre à minha memória pois não apenas tenho enormes e deliciosos cachos de bananas como bananeiras! Divido com tucanos os frutos, claro, mas eles existem e cismam em amadurecerem simultaneamente.
Um tanto é seco  na ótima máquina de secar que comprei no shoptime. Tenho chips de banana na geladeira com uma certa constância.
Outro tanto é reformado.
Adoro bananas!





E este bolo é feito com as mais maduras, meio manchadas até.
1 xic e meia de farinha de trigo
1 xic de açúcar
1 colher de fermento
1 colh de chá de canela
6 bananas
2 ovos
1 tablete de margarina

Mas faço um pouco diferente, coloco rodelinhas de banana no fundo,  misturo farinha com maisena e reduzo ovos, acúcar, fermento e margarina à metade.  Mas como em dobro!!