terça-feira, 31 de maio de 2011

salada saladinha bem temperadinha

Chega a dar frisson! O legal éque o pepino foi encontrado hoje, como um brinde! E descobri com a Neide que flor de babosa se come! Mas a minha não é cenourinha como a dela, é amarela como dápra ver. Lavei as moças , só isso. São deliciosas! Fazem crock no dente e são docinhas por dentro! Fiquei fã. Eu já era fã de babosa pois estava com dor no corpo todo há 6 anos, o meu médico-primo-ayuverda me indicou suco de babosa. Em três meses fiquei sem dor, bem legal. Nunca mais voltou e era barra pesada, eu achava que a artrose em breve tomaria conta de mim!
Gosto de doce com salgado, então também está presente umas lascas de doce de limão cravo cuja receita peguei daqui. É bem gostosinho mas não vale o trabalho de raspar as cascas e ocupar a panela por tanto tempo. Por outro lado, é legal ter doces feitos pela gente, dá um ar de superpoderosa-cuidadocomigo!
E o molho. Usei kefir com um vinagre que fiz de vinho tinto com manjericão (só misturei os dois e deixei por tempo indeterminado na geladeira bem fechado) e geleia de amoras e tangerina.
O bacana éque tudo o que está no prato veio da horta: flor capuchinha, flor de babosa, tangerina, amora, cebola, framboesa, cenoura, alface, agrião, tomatinho cereja , repolho roxo e rabanete!
Se eu soubesse a onda que dá, eu já tinha coado o mar na minha vida de carioca há muito tempo e até o sal teria toque angélico!




Atendendo à Anonima Denise, algumas fotos que tirei hoje da Terra do Sempre!

sábado, 28 de maio de 2011

Felicidade é...

Algumas comidas realmente trazem felicidade. Açúcar e gordura, quando a gente está de dieta por algumas semanas, em geral, ao serem provados dão euforia. Como droga mesmo. O Excelente texto e filme Festa de Babette mostra através do riso, da dança, o que uma boa refeição pode causar. Verdades, luxúria, prazer.
Alguns alimentos são especiais, o hadoque, por exemplo, que gosto bom! No entanto, não é pra se comer todo dia. Talvez nem mesmo seja a escolha para a última refeição.
Volta e meia , nos filmes, vemos o condenado à morte ter como prêmio o direito a uma refeição completa.  De vez em quando penso nisso: o que eu pediria como última refeição?
Não que eu esteja pensando em cometer algum crime fora do Brasil, longe disso. Juro por Deus! Verdade! Apesar de certas coisas que leio nos jornais me darem ganas de enfiar cicuta no cafezinho de muita gente, não farei. E, além do mais, sei que tenho direito de matar uma única pessoa, não tenho? Reu primário, é o que diz a lei. Guardo, então, meu crime para melhor hora.
Mesmo assim, o que eu comeria se fosse pela última vez? Chocolate, certamente, já que , se eu fosse decapitada, a enxaqueca passaria.  E se eu estivesse indisposta? afinal, eu estou para morrer!
Fico , então, com a verdadeira felicidade, essa coisa que dá pra gente comer todo dia, ou dia sim, dia não, ou quando a gente não sabe o que comer.
Ah! que maravilha!
feijão preto : fervo água e deixo o feijão de molho, troco duas vezes aí vai pra panela de pressão elétrica porque tenho medo da outra. 40minutos para uma xíc e meia. Aí, na frigideira, duas colheres de azeite Galo e uma cabeça de alho, amoreno tudo, tasco uma colher cheia de grãos, amassaroco tudo, e deixo pegar gosto com uma colher de sal. Misturo tudo na panela e pronto.
arroz branco: esse foi feito na panela de arroz, uma medida de arroz parbolizado lavado, duas medidas de água e uma colher de chá de sal, mais nada. Mas refogado no alho é melhor.
batata frita- primeiro cortar em cubinhos a batata descascada e cozinhar (de preferência no vapor) na água e sal. Depois de fria, fritar em óleo bem quente.
franguinho- peito de frango em cubinhos, cortar e deixar em sal e alho. Pertinho do almoço, fritar no azeite e manteiga, tascar umas cebolas.
farofa- farinha de mandioca já torrada na margarina derretida e sal, mexe tudo deixando torrado e molhado ao mesmo tempo
ovo frito- ovo caipira pra mim, de granja pra ele. Mas ambos antes ficaram no hidroclorito para não haver salmonelas, assim, derrete-se a margarina, ou se faz no azeite como o Banderas, o ovo sem quebrar na frigideira quente pra clara cozinhar, ter beiradas crocantes, sal na gema, e a gema mole
couve- até ontem não gostava de couve. Mas aí peguei na hora da hortinha perto de casa e entendi tudo! Foi tirar as folhas, lavá-las , cort´-las em tirinhas, esquentar o azeite, cortar duas cabeças de alho em lâminas finíssimas (adoro falar isso!) e refogar a couve com uma pitada de sal. Hum... como diria meu amigay predileto, o highlight da refeição! Juro! agora eu gosto de couve!
Salada- tirando onda mesmo, tudo fresquinho, tirado da horta, feito na horinha temperado com azeite balsâmico, agora matei.

Pra ajudar a descer ,suco de tangerina feito na hora! catei pela manhã, pois o pomar está parecendo época de copa do mundo, todo verde e amarelo! e deixei no balde dentro da geladeira horizontal. Foi espremer e..
Que venha a guilhotina!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu fiz!

Uma das coisas que mais me interessa na cozinha é a possibilidade de liberdade. Não preciso de padaria: faço meu pão! não preciso da Kibon! faço o meu sorvete! Parmalat? que feche, pois eu faço o meu queijo! Claro que pra que isso tudo se materialize completamente é necessário um campo de trigo, uma vaca e uma refinaria de cana de açúcar além de um belo galinheiro. Mas a liberdade me interessa. Foi a liberdade, além de uma gripe providencial, que me fez parar de fumar . Nada  mais de sair no meio da noite atrás de um lugar aberto pra comprar cigarros! nada mais da degradante  catação de  guimbas fumáveis nos cinzeiros!
A droga, além de egoísta é aprisionadora. Pensando nisso, escrevi o livro Palavras de Fumaça.  Livro que recomendo. Não é por estar na minha frente não! se eu não estivesse aqui também recomendaria. É um jeito diferente do senso comum de encarar o uso de drogas. Vou contra a corrente quando afirmo que sou contra , radicamente contra , a legalização de toda e qualquer droga. ( quando os republicanos americanos querem a liberação , temos de desconfiar...) mas, ao mesmo tempo, defendo o direito à toda e qualquer liberdade. Incompatível? nem tanto. O assunto e longo , importante, e aqui, embora estejamos interessados no que entra no nosso corpo, mas não em tudo, voltemos ao paladar: EU FIZ LICOR DE AMORAS!!!!

Sou incoerente, mas no caso,juro que náo é.  (rolou uma maluquice na acentuacáo do teclado. sumiu o cedilha e o til ... ajeitarei em breve) Acho bacana que cada um fabrique o seu uísque, náo quero é o capital promovendo uma sociedade bëbada.

O meu licor ficou ótimo de verdade! Delicioso, fácil de fazer, barato, limpo, do bem!
 1 litro de álcool de cereais
1 kg de amoras
mais ou menos 1kg de acucar cristal.
As amoras, depois de lavadas, foram amassadas com o pilao e massarocadas com o acúcar. Tudo bem guardadinho no escuro por uma semana. Depois disso,  juntei o álcool e deixei no escuro, em um vidro esterilizado por mais de dois meses. Esqueci  mesmo da existencia. Mas a Professora e a moca que náo come carne estavam aqui e gostam de bebidas. Assim, coei, passei por um funil para um vidro escuro e foi inaugurado!
Tim-tim!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fofocando

O grande acontecimento culinário da semana, ao que parece, foi Antonio Banderas no programa da Ana Maria Braga. EU VI!! graças ao  canal VIVA da SKY assisti a tudinho.
Ele estava muito tranquilo, muito à vontade. Também, pudera, acho que se sentiu em casa. Ou só eu é que noto a semelhança? Juro que não demorei muito pra fazer essa montagem! Mais semelhança entre as louras só mesmo o casamento do Príncipe  com o da Cinderela.


Apesar da Ana Maria ter tido alguns lapsos ( não mencionar a importância da música na vida do ator, por exemplo) a entrevista foi ótima. Educada, sem deslumbramentos, completa. Ficamos sabendo que o cara está com uma linha de perfumes, uma exposição de fotos e o lançamento próximo de mais um filme do almodovar. Aí, como Pilatos no credo surgiu uma paella.  E umas duas panelas, vejam só, usadas, pertenciam ao diretor da Globo! Não eram da produção do programa.  Tudo muito caseiro, até uma abelha que o Banderas ia matar e a Ana não deixou.
A parte culinária foi um pouco desorganizada mas ficamos sabendo que primeiro se refoga pimentões e cebolas, depois carnes, depois se enche de caldo de frango, e mais arroz, e, lá no finalzinho mais uma massaroca de tempero. E eu fiquei com inveja.
Não da presença daquele cozinheiro, pois aqui pra nós, que ele não nos ouça, não acho que o cara seja tudo isso. Ombro curto, e segundo a Ana Maria , magrinho.  E brega. Umas pulseirinhas , anel, cordão ..  Fiquei com inveja da cara do arroz.  No molho.
Acordei decidida a fazer um risoto.
Na falta da panela da paella , uma wok velha sem um cabo que uma amiga deixou aqui. Azeite nela! frango picadinho até dourar. Pimentões picadinhos e cebola. Mexendo.
 uma xícara de caldo de galinha caipira guardado na geladeira.  1 xícara e meia de arroz arbóreo. 2 xícaras de água quente. Acertando o sal. Umas lascas de queijo parmezão.Azeitonas.

Tudo  no ponto, mas achei que precisava mais molho. Duas colheres de creme de leite, queijo ralado por cima e forno.

Disseram que está uma delicia! Provei só pois prometi a mim mesma ficar um mês sem comer frango e ovo de granja, mais uma tentativa de acabar com a enxaqueca.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Comida de festa

Nunca na minha vida comi rabanada sem ser no Natal. Faz sentido? Nenhum. Também nunca comi tender sem ser na época natalina. Nem vejo pra vender. Faz sentido? Pra mim, não, pra indústria, certamente.
Há certos pratos que fazem parte de datas festivas, de reuniões, festas. Houve uma época na minha adolescência que era o tal coquetel de camarão. Um inferno no bom sentido. Era ir a um jantar e lá vinha a taça com o creme gelado e uns belos camarões enfiados. Melão com presunto também teve sua glória, mas eu logo puxei seu tapete e fiz fazer parte do dia a dia da família, principalmente agora que existem melões que falam, aparecem envoltos em redinhas vermelhas e trazem  um bilhete: estou doce!
Muito simpáticos.  Porque será que reservamos certos pratos para as festas? pelo preço? pelo trabalho que dá pra fazer?

Estou lendo Dicey´s Song, o segundo  livro da série Tillerman.
Como o anterior, a comida tem seu lugar. Não só Dicey está na escola tendo aula de economia doméstica, onde aprende  o grupo nutricional dos alimentos e a bater claras,  como também, o personagem obeso do professor de piano passa a fazer parte da família jantando com alguma frequência. E há o dia do agradecimento, o famoso Thanksgiving com seu imperativo peru com batatas. Por aqui também é difícil encontrar peru fora das datas festivas. Mas há certos pratos tão saborosos que não se justifica reservá-los às festas!

Um deles é.. Tirem os naturebas da sala ! é o pão surpresa.
Pelo menos era assim batizado na minha casa. Mas já fui apresentada a ele  como sanduichão. Porém o único que verdadeiramente presta é o meu. Sério. Não adianta vir com a mulher do Procópio e seus fabulosos recheios! O meu é bom , é tão bom que eu faço de modo a cada pessoa comer a metade de um. Em geral, onde vou, e infelizmente já provei vários e graças a deus os meus dias de festas chatas terminaram, me servem uma fatiazinha linda e fina no prato que, se não é comida inteira, sobra um pouco. O meu não. É perfeito. Antes de eu conhecer o uso do fogo, era a única coisa que eu levava para as festas da FAU, chegava a ter baixa de pressão e dor no braço de ficar passando camadas de recheio, agora não, estou cheia de disposição e prática.

Há certas regras que fazem os outros pães do mundo serem ruins: sardinha, patê de fígado, cremes de legumes enfiados em suas camadas, pães molhados. Não adianta me dizer ah.. o  meu leva espinafre e é muito bom, todo mundo adora! Mentira. Dizem que gostam porque são bem educados e estão com fome.

Apontem os lápis! cliquem o copy and paste que vou revelar a maravilha!
- comprem 3 pães de forma partidos ao comprido. O corte dos pães de preferência deve ser de meio centímentro, mais fino do que isso corre o risco de ficar papa, mais do que isso, pode ser massudo. Mas também é bom de qualquer jeito.
- pra facilitar, arrumem 4 fatias de pão, uma do lado da outra, sobre 4 folhas de papel laminado e mãos à obra!
O meu pão é uma arte, uma obra de física e química. A ordem das camadas deve ser respeitada,  a não ser por ordem médica, quando serão substituídas por tão boas quanto.

1a- atum com maionese. Pode ser o já ralado, sem a água, misture com maionese (pode ser light) ao ponto de pasta. Se ficar molhado não é bom. Dá para as exatas 4 fatias. Todo e qualquer ponto do pão deve receber a pasta.
2a-  3 ovos cozidos com maionese. Na versão simples é  amassar o ovo com maionese, mas pode botar ketchup, um pouquinho, pra dar cor, uma pitada de sal.
3a- manteiga , ou margarina , com queijo prato. O queijo em fatias finas, mas firmes, para dar resistência na mordida.
4- geleia. Pode ser de morango, de uva, damasco ou amora. Mas pedaçuda, não do tipo mocotó. E tem que ser nesse ponto, perto do queijo, não pode ser entre o ovo e o patê, não pode. Não pode ser de laranja, figo, nada disso.

5- maionese com fatias de presuto ou peito de peru. Nesse ponto pode introduzir também alface, fica lindo, mas não  só as folhas finas,  tem que ter bastante  daquela parte central que dá um crock na mordida!
6- patê de presunto ou requeijão, ou requeijão com fatias finas de azeitona. Pois essa camada deve ser mole e de acordo com a quantidade de pão que você tem.  O corte dos pães varia.

No caso da foto, como a moça não come carne e a professora também não, usei pasta de berinjela em vez de peito de peru. Como eu não posso comer queijo gordo, infelizmente,não usei o queijo prato. Molho de tomate também pode entrar, fica ótimo. O equilíbrio entre texturas é importantíssimo!

Aí, prontinho, embrulhe no papel laminado ou no saquinho dos pães e coloque na geladeira até a hora de servir.Pra virar prato de festa, cubra com uma camada fina e bonita de maionese gelada. Pode enfeitar com azeitona e rosa de tomate, fica legal.  O dente entra no macio e firme  e a lingua sente os gostos e tudo desaparece como algodão doce.. é um troço! Metade de cada um por pessoa pra não fazer feio!

Bem, relendo, acho que descobri porque a gente só faz essas coisas em dia de festa!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Verde que te quero verde!

Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.


Acho que este é o poema mais conhecido de Garcia Lorca. 
É pensar na cor verde que este poema vem à mente. E a cor verde voltou em dose dupla! Não na verde varanda de Lorca, ou, pior, nas verdes tranças.. (seria ela a noiva de Hulk?) mas como suas verdes carnes, coisa que não devia ser, faço verdes pratos!
As panquecas verdes voltaram, dessa vez com o recheio branco, dos deuses!
Ricota fresca e saborosa, não aquele toco duro que comprei outro dia, nada de ricota argamassa, sim, argamassa, ela ficou ótima na massa do quiche de alho poró. Não te contei? Nasceram mais uma vez alhos porrós! (escrevi logo dos dois jeitos e cada um que escolha seu predileto, eu falo alho porró. Há quem diga alho pôro. O gosto é o que importa) Mas eu não fotografei o quiche, não fotografei os alhos, então não vou falar sobre eles.
Então, as panquecas verdes voltaram!!  O recheio foi de ricota fresca. Meio pimentão vermelho no mixer com um pouco de leite, tudo amassadinho na ricota, e um tantinho de orégano, e mais um pouco de sal, umas gotas de azeite, amassado e enrolado na panqueca verde. Molho de tomate por cima e queijo ralado. Não levei ao forno , esquentei no microondas. A professora adorou! e a moça que não come carne pediu a receita!
Por sinal, eu não disse que a panqueca de banana merecia um trofeu? Pois a professora ficou tão feliz com o sabor que me deu um beijo na bochecha de agradecimento! O olho dela brilhava de felicidade com o gosto da panqueca. 
Aí, combinando com Lorca, o pão verde. Sei que pão verde é esquisito pacas. Parece mofado, mas é bom demais! O verde foi por conta do ora-pro-nobis . A sugestão foi daqui 
Mas fiz um pouco diferente: 1 colh e meia de chá de fermento em pó pra pão; meio copo de água morna, meio de água fria batido com mais ou menos 100 g de ora pro nobis 1 ovo 2 colh de margarina e mais ou menos meio quilo de farinha.  2 colh de sopa de açúcar e uma colh de chá de sal.Quem bateu , dessa vez, não fui eu, foi a panificadora. Misturei o ovo, ora pro nobis molhado, água e coloquei por cima a farinha e o resto. E fiquei de flozô até a massa inchar. 
Depois é que peguei e fiz essas duas formas horriveis mas deliciosas de pão. A maior está congelada. Levei ao forno por 20 minutos, dez em fogo alto, 10 em fogo médio. O problema é que estou usando um fogão continental 4 bocas praticamente novo , comprei há 6 anos mas só usei , sei lá, umas 20 vezes. O meu brastemp de 6 bocas e trinta anos está fraco, deve ter algum vazamento na mangueira, ainda não sei o calor do forno desse aí, mas deu certíssimo. 
Além de uma delícia, além de vitaminadíssimo, a textura é O bicho . O sanduiche-iche ao lado  foi de peito de peru defumado com o resto da ricota da panqueca. É estranho comer verde sem ser em folha mas recomendo!



sábado, 21 de maio de 2011

Sopa In e Yang

Rapidinho: a moça que não come carne e a professora estão aqui. A Professora é muito inteligente, está terminando seu doutorado, e a conversa acabou em ponderações a respeito das questões de gênero. Achei que tinha a ver ilustrar- com o frio que está fazendo, ( a coisa aqui está gelada!! dias lindos, perfeitos e noites geladas)- com uma bela sopa.  Coisa simples. A beterraba foi cozida no caldo de legumes colorido. Enquanto isso acontecia, duas cenouras, um pedaço de abóbora, um chuchu, sal , uma cebola, duas batatas, cozinhavam em outra panela.
Depois de bem cozidos, os legumes foram para o mixer separadamente, deixando o caldo bonito que hoje vai virar outra sopa.
Aí foi arrumar no prato. Pra acompanhar, as casquinhas do pão surpresa ah! Ainda não falei do pão surpresa! Ainda não coloquei as fotos no computador, foi isso,  mas amanhã escrevo, então, restinhos de pão  dourados no azeite e no queijo ralado , na frigideira, bem gostosos, cebolas fritas , queijo ralado e salsinha, a gosto.
Apesar dos debates a respeito dos princípios masculinos e femininos, nós, as três moças, tivemos de comer sozinhas. Depois de eu defenestrar as lembranças de beterrabas da mesa, o marido veio e tomou a sopa de legumes, amarelinha.
Foi um sucesso!!! AAAAh! Meu licor de amoras ficou pronto e está uma delícia!! aguardem os próximos capitulos!

Pra combinar com as cores de hoje: tucanos do bico verde

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Comidas caseiras

Estou totalmente apaixonada pelos livros da Cynthia Voigt. Ah! quem dera escrever como ela!

 Já falei do filme Homecoming antes.  Acabei de ler o livro. Pra quem quiser uma prévia e falar inglês, aqui um trecho.
As crianças, após serem abandonadas pela mãe caminham. E precisam comer. Durante o trajeto comem hamburgers, fritas, coca-cola, leite , tomates e fazem comida.Pescam. Lá deve ser diferente, pois em todas as águas conseguem peixes, e assam batatas. Quando finalmente chegam na casa da tia, comem TV dinners, acho que já temos coisa semelhante no Brasil, um pratinho pronto com tudo organizadinho e equilibrado. Eu gostei.  Fazem peixe, sempre. A tia, muito católica, precisa comer peixe na sexta-feira. Lá nos EUA os católicos são mais praticantes do que os brasileiros atuais.  Acho que a gente não dá tanta bola assim e tem outras religiões interessantes ao redor.  Aí, quando na casa da avó, após comerem comidas sem graça, panqueca sem gosto mas com ótima geleia ,por exemplo, e alguns caranguejos. a avó chega com as compras e faz uma comida caseira: galinha frita sobre algum tipo de polenta de milho  e ervilhas, purê de batatas com manteiga derretida em cima.
De sobremesa, uma torta pronta de chocolate.
Purê de batatas é algo de bom,apesar de ser branco e mole, ok, é mais para amarelinho, deve ser isso, mas nem sempre fica perfeito. Em alguns restaurantes vem uma papa molenga, não gosto. Também não gosto daquele jeito duro do Contato Imediatos , aquele que vira escultura (um dos meus trechos preferidos do filme) Não chegada à palavra "cremoso". Não me atrai. Ah, mas se disserem "crocante" já começo a salivar mais que o cachorro babão do filme Rio!
Mas nem sempre fica perfeito, depende da batata. Ou será que o defeito é meu? Ficou ótimo de gosto, pois é necessário amassar ainda quente, mas, mesmo assim , meio granulado. Agluma dica?
E peixe!
Como essas crianças comeram peixe por aí! Aqui eu tenho trutas congeladas. Muito prático. Dessa vez foram assadas com pedaços de pimentões coloridos, cebolas, e leite de coco!
As batatas foram assadas sob o peixe, e vou te contar  um caso: não quero outra vida!  Didaticamente: assadeira coberta por azeite pra não grudar, fio de azeite. Roidelas de cebola e batatas,  filé peixe por cima com o lado da pele pra baixo. Sal em tudo, pimenta do reino em tudo , pedaços de pimentões coloridos por cima, um vidrinho de leite de coco.
Cobrir com papel alumínio, deixar no forno uns 20 minutos, tirar o alumínio e dourar.
Aí é agradecer a Deus a vida!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meu limão, meu limoeiro, meu pé, meu pé..

Nunca entendi essa letra. Pé de jacarandá?? Mas cantei no Maracanãzinho ao comando de Wilson Simonal. E aturei minha irmã aprendendo a tocar violão com ela.
E os limões estão por aí! Estou com os dedos enrugadinhos e todo e qualquer machucadinho na mão ardendo lembrando que existe. Agora cismei em fazer o doce de limão galego(rosa, lobo,cravo) do amigo da Neide que leva duas semanas pra ficar pronto. DUAS semanas. É melhor ser bom.

Então, peguei um monte, e tirei o sumo , caramba, só em lembrar minha boca já enche de água!(quando eu era criança adorava chupar limão com sal ) Peguei uns seis limões e parti. E fui tirando a polpa e colocando em uma vasilha, tentando liberar a casca, pra casca ficar bem vazia. A idiota aqui esqueceu que tinha comprado no Rio aquele descascador, que não descasca, mas serviria pra tirar a polpa do limão. Horas de batalha. Tentei de tudo, facas diversas, colheres(não funcionou, tem que ser faca) e consegui. Ficou lindo.
Aí, segui as instruções da embalagem da gelatina incolor frutop. No microondas. Mas eles não explicam a quantidade de sumo para aquela quantidade de gelatina. Fiz como se fosse as coloridas artificialmente.  Separei suco de limão com  praticamente a mesma quantidade de açúcar e um pouco de água gelada. Deu seis limões. Mas ficou granulado, granulado bom, mas granulado.


Ficou uma delícia, nada amargo, muito bom mesmo. Servi hoje. O marido amou. Servi junto com a refeição. Deu certo na salada, deu certo como tira gosto entre os pratos, acompanhando o peixe frito e como sobremesa!
Assim que as laranjas e tangerinas ficarem no ponto vou fazer também.

Por falar em ponto, minhas irmãs iriam rir , diriam que é destino. Pois quando eu estava na 4a série primária fui apresentar um trabalho sobre a mandioca. E andava com o raio do cartaz da mandioca pra baixo e pra cima procurando incautos que ouvissem a minha aula, antes de eu apresentar na sala. " Lá vem a angela com a mandioca!" era a senha para se esconderem. Mas meu pai ouviu e deu parabéns. "Lá vem ela com a mandioca" acabou virando uma piada familiar usada em diversos momentos.
Pois hoje, estou no meio da fervura das cascas dos limões rosa quando Jair me chama pra fotografar a mandioca.
Sim, todas as piadas são aceitas!
Mandioca pão. 90 cm de mandioca! segundo ele, não serve pra comer, tá passada, é para muda.  Aprendi , então, que temos três tipos: roxa, amarela e pão.


E tirei essa foto agorinha!

Ótima noite a todos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quero agora!!

De vez em quando tenho ataque de Quero agora.  Objetos, comidas e livros me dão esse tipo de surto. A Neide Rigo exerce poderes sobre meus quereres. Recentemente inventou uma panqueca colorida, por exemplo. Quero agora! Morri de inveja. Ora, fazer panqueca colorida é tão óbvio, porque eu não pensei nisso antes? Imediatamente MESMO lá fui eu fazer panquecas, dessa vez com a mesma receita da Neide, sem trigo. Quer dizer, só a de beterraba e a de cenoura. Neide explica:
"Para a massa de beterraba: 50 g de beterraba cozida (cerca de 1/4 de xícara se amassar bem), 1 ovo, meia xícara de leite (120 ml), 1/2 colher (chá) de sal, 1 colher (chá) de fermento, 1 colher (sopa) de óleo e 5 colheres (sopa) de polvilho doce (35 g), lembrando que uso medidas padronizadas (1 xícara = 240 ml e 1 colher (sopa) = 15 ml) sempre rasadas. "

Ficaram perfeitas,vejam só!
Gosto ótimo, embora sejam um pouco mais nhec do que as de farinha.
Mas a minha de beterraba não ficou vermelhona igual a da Neide, ficou rosinha.
A de espinafre fiz com farinha, por via das dúvidas, vai que o marido não gosta de polvilho e fica com fome?
E fui testando recheios, já que a moça que não come carne virá essa semana. A professora também virá. Vai ser uma festa!Quero retribuir o excelente jantar com bonitezas. Tentei ricota, mas não ficou lá muito bom, pois a ricota era dura, não era a da deliciosa. A verdade é que o marido foi comprar a deliciosa, mas só o filho do dono estava na loja e muito mais interessado em paparicar um casal de turista cujo marido verificava o preço de tudo que  a mulher apontava, e coisas caras, tipo 2,50.  Então o marido desistiu e compramos em outro lugar um toco de queijo , tipo comida do terceiro milênio, sem gosto de nada.

E fui fazer panqueca de espinafre! Catei fresquinho da horta, perfeitos, novinhos, ainda sem mordidas de bicho e usei a receita de panqueca da Santa
1 xic de farinha
3 colh de sopa de oleo
2 ovos
sal
1 xic de leite
Tudo no liquidificador. No caso, acrescentei o espinafre cozido do jeito que Neide ensina.
Ficou ótimo!
Molho de tomate e queijo ralado e forno.
Nesse ponto, quesito forno, quase houve o divórcio: as cores se assemelham após o forno.
Ferrou.
O marido é gente boa pacas mas ele não come beterraba. Não se trata de gosto. É uma questão pessoal. Ele é contra beterraba. A beterraba não pode estar próxima de algo pois ele sente o gosto. Não pode ver nada feito com beterraba. Odeia a cor. Talvez seja algo de vidas passadas, não sei.
E eu não iria mentir mas achei que rosinha assim e organizada não teria importância.. IH!
Nem te conto. Mas ele é tão legal, tão legal, que aceitou provar as outras e comeu e adorou! Mesmo tendo sido tocada por uma panqueca de beterraba!
O amor venceu mais  uma vez!

Na realidade, não fiz toda a massa com espinafre, só a metade, aí o resto virou química. Coloquei açúcar, duas bananas amassadas. E  "voalá"  crepe de banana! Muito bom mesmo! e como estou em fase de banana, dois cachos enormes guardados, haja criatividade. Fritei umas rodelas com açúcar mascavo.
Canela e açúcar branco por cima para embonitecer.. quentinha.. hummmmmmmmmmmmmmmm............De ganhar troféu!


domingo, 15 de maio de 2011

Planeta água

Disfarço bem. Essa coisa de ter sido boa aluna e ter um monte de título ajuda a enganar. A realidade  é que sou burra, burra. Sim, pois inteligência, além de solução de problemas, deve significar aprendizagem, certo? Esperteza também.. Mas eu, rá! Eu me sinto igual ao Charlie Brown  acreditando que a Lucy não vai tirar a bola e ele vai conseguir chutar dessa vez!
Acredito em tudo. Se o William Bonner disser no Jornal Nacional que de hoje em diante só se pode assobiar nas quartas-feiras , eu acredito.
Eu caio em todas . Morro de inveja de quem diz "comigo não!"
Comigo sim, vejam só.
Sabem onde moro? Em I-ta-mon-te. Fica, leiam bem, fica no Circuito das AGUAS.
Isso quer dizer que , além de várias minas espalhadas pela região, é pertinho de São Lourenço e Caxambu, locais de maior variedade de águas do MUNDO.
Pois é.
Pois adivinha o que comprei? Ganha uma mariola quem adivinhar!
Água.
Não resisti. Comprei várias! 


Cada um com gosto diferente, isso mesmo, GOSTO.
Sabe refresco de drops ou pirulito que a gente fazia na infância? Exatamente isso.
Ah! Mas eu tinha de provar! Meu lado burro-curioso exigia. E as embalagens? Quem resiste a um frasco de plástico rubro escrito Passion?
Eu não.
Está escrito: água mineral natural. Passion.. Acquíssima..
Vou guardar o frasco, claro. Não sei pra quê mas vou. Talvez vire boliche para menina. Ou sei lá. Já fiz castelo de garrafa pet, faço outra coisa com essa beleza.. Penduro na árvore de Natal, não sei, mas vou guardar.
E comprei vários gostos. Apassion é ótima, borbulhante , boa mesmo. A lichia é o melhor refresco de drops que já tomei. E ficou ótimo como base para chá de camomila.  Vários outros belos sabores me esperam.Imagino de devam servir de base para diversas sobremesas, assim como para o chá.
E isso, lembrem-se, pra quem  tem um RIO no terreno, certamente minas d´água inexploradas, estação de chuva, água mineral gasosa de graça pertinho, e MUITAS laranjeiras produzindo.  Muitas! Dá até dó. Limões de todos os tipos, laranjas de todos os gostos, tudo dando ao mesmo tempo.
Mas a burra aqui, em vez de pegar a água, gelar e pingar laranja, não. Comprou.
Nunca bebi água da chuva por querer. Mas já dei pro meu filho beber na casca de ovo, pois ele demorou a falar e eu faço todas as simpatias que existem ou que inventam.
Já tive sedes das anestesias .  Mas precisava comprar água?
E eu sei que estão  me enganando! Como vi um comediante  americano explicar: antigamente a gente tinha sede e bebia água (da pia). Agora, que a água vem em frascos, as pessoas não tem mais sede: se hidratam.
Bem, se alguém tem o mesmo Q I que eu,  recomendo essas águas bem geladas!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Torta direita

A palavra torta, em culinária, pra mim,lembra a vovó Donalda, sempre a imagem de uma torta esfriando na janela. Eu ia gostar de ter esse livrinho aí, alguém tem? Está à venda por 18 reais.. ah! se a gente soubesse naquele tempo o que  a gente sabe agora! não teria jogado nada fora, não seria esse ser que chora!
Mas eu tinha duas avós, uma que guardava tudo e outra que jogava tudo fora. Uma loucura. E moraram juntas!! já imaginou a confusão? A ponto de encontrarem minha bisavó paterna, após uma faxina da minha avó materna, metida no lixão com as saias levantadas procurando: Dove è  il ritratto di Achilles?   Minha avó materna tinha jogado fora a forma do busto do túmulo do meu avô..
Mas porque é que estou falando isso? por causa da torta.

Comprei há alguns anos aquela máquina de fazer tortas do shoptime. Isso,me xinguem, ofendam, eu mereço! Nunca fiz torta nela. Fiz bolinhos uma época em que fiquei sem fogão , mas gruda tudo, mesmo untando e enfarinhando. Algum dia farei.
Eu quis estrear aquelas forminhas que comprei no Rio. Baratas, menos de 50 centavos cada, e funcionam lindamente! Fiz a massa, perfeita: uma xícara de farinha, meia xícara de maizena, uma gema de ovo caipira, duas colheres de margarina , uma colher de vinagre (não sei porque, li em alguma receita isso e copiei) e água até dar o ponto. Ficou macia! lisa, uma beleza! e foi pra geladeira dentro de um saquinho.
Esqueci que tinha feito, olha só, estou ficando velha mesmo. Abri a geladeira pra outra coisa qualquer, que também já esqueci, olhei o saquinho e pensei: que diabos é isso?
A coisa está séria.
Então abri a massa, bem fininha mesmo, coloquei nas forminhas e coloquei no forno furando um pouco com garfo.
Em uma frigideira , coloquei uma colher de margarina, um pouco de azeite e cebolas cortadinhas até ficarem transparente. Sal, noz moscada, uma colher de queijo ralado, meia xícara de leite desnatado, duas colheres rasas de farinha de trigo, a clara em neve que sobrou do ovo da massa. Preenchi as forminhas e voltaram pro forno. Sal? eu disse que tinha colocado sal? menti. Esqueci dele. Então , na hora de servir, enchi de shoyo! Gente,ficou bom demais!! Moreno, bom, molhado!

Ainda há massa, assim, em cada uma coloquei lascas de amendoas torradas ( fala sério, só essa frase já faz a gente babar!) e por cima variei de geleias Escolha a sua! laranja, amora, limão, acerola e tripla. Na hora de servir, ainda espremi um pouco de limão..
salivaram? eu também!!
Agora quero neto.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lauretando

Seguinte: já que é pra ser doido, sou logo doida varrida. Essa coisa de ser só um pouco não é comigo. Descobri até que, já que existe "doido de pedra" sou " doida da Rocha". Está no sangue! no sobrenome!
Pois sou realmente fã de Laura Ingalls Wilder. Acho que vicia. Assim como gatos, tatuagens e plástica. Ou vocês conhecem muita gente que só tenha um único gato, uma única tatuagem, tenha feito uma única plástica? Eu tenho uma ÚNICA amiga que só fez uma plástica e corretiva e teve UM gato chamado Mondrian. A exceção da regra. De resto, só para ter uma ideia, o moço que não come farinha tem mais de 30 gatos.  Gato vicia. Assim como Laura Ingalls.
Então chegou o livro de receitas dela!!!! Aquele outro que já postei é o livro com receitas feitas a partir dos seus livros. Este não. Este  traz receitas comentadas que estavam no caderno de receitas da Laura, este aí ao lado.
Ah! que maravilha! A maluquice maior foi, ao cozinhar, me sentir mais perto da Laura, sabendo que ela sentiu aquele aroma saindo do forno!

Ontem, fiz seu biscoito de aveia e esses gostosos muffins. Amei as forminhas de silicone! Perfeitas! Lindas, baratas, ótimas de usar e limpar.
Então, às receitas! (fiz a metade de cada )

Henny Penny Muffins (dá uns 12)
2 colh de sopa aipo (salsão)
2 colh de sopa de cebola partidinha
4 colhers de sopa de manteiga derretida
2 xícaras de farinha
meia colh de chá de sal
4  colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de tomilho ou salvia ou ambos
2 ovos bem batidos
1 xicara de frango desfiado já cozido ( usei o restoda véspera, daí os pedaços)

Refogar a cebola e aipo na mateiga até amaciar, peneirar a farinha e o fermento em uma tigela e misturar tudo. Colocar nas forminhas untadas às colheradas e colocar no forno pré aquecido!! Quentinho é muuuito bom, dá também pra partir e passar manteiga. Acho que da próxima vez colocarei um recheio de tomate pra ficar mais molhado .. a imaginação voa!

Agora o biscoito de aveia conforme a receita ( claro que alterei um pouco, coloquei maizena, pois acho que a maizena dá uma textura muito boa aos biscoitos)
2 xíc de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colh de chá de canela , 1 de noz moscada
4 xicaras de aveia em flocos
1 xicara de passas
1 xicara de nozes partidinhas
2 xicaras de açúcar mascavo
meia xícara de  banha e manteiga derretida e misturada ( claro que só usei margarina)
2 ovos grandes
meia colher de chá de fermento em pó dissolvido em 4 colheres de sopa de água quente


Aqueça o forno, unte o papel manteiga (cada forma deverá ter uns 12 biscoitos) Peneire a farinha e o fermento e os condimentos. Misture a aveia, passas e nozes. Bata o açúcar com as gorduras e vá colocando os ovos um de cada vez. Misture com as farinhas e adicione a água quente.

Claro que misturei tudo junto na batedeira. BOM DEMAIS!!!

domingo, 8 de maio de 2011

RIO

Voltei, aqui é meu lugaaar... minha emoção é grande, a saudade era maior e voltei para ficaaar..

Vocês já viram o filme Rio? o Desenho animado do brasileiro Carlos Saldanha ? ah! é o máximo! Vi em 3D e dublado! os passarinhos voam à nossa volta!!!!  A paisagem carioca perfeitamente retratada! A cena da churrascaria é impagável com a picanha sendo atirada à mesa e a moça americana apavorada. A comida aparece inicialmente em um chocolate quente em Minesota, cheio de marshmallows . Depois, um pássaro mau come coxinha!! E a impagável cena de uma pequena churrascaria, bem parecida com essa aí, em Botafogo.

Então, não resisti e fui ao McDonald´s para comprar o Mc lanche feliz e ter os bonequinhos, que estão aí em cima da mesa. Não consegui o tucano e o canário. Os do mal eu não quis. E, é claro, também pedi um Mcfish.. pois é, deixo a culpa de lado. Sei é politicamente incorreto, mas.. como é bom um Mcfish!
Ser turista na própria terra é bem divertido. Há o dia livre para  compras, por exemplo, além de saias na feira hippie, esses apetrechos culinários sobre a mesa: repondo o abridor de latas e o descascador de legumes (ambos estavam com defeito e eu , por necessidade de autopunição, alguma culpa inconsciente, insistia em usá-los. Descasca a cenoura, a lâmina cai, mais uma descascada, a lâmina volta a cair AAAAAAAAA! Chega, comprei outro e JOGUEI fora o velho!!) forminhas de silicone para cupacakes (me aguardem!!) uma irresistível faca azul, timer em forma de ovo porque foi o único que achei, mixer à pilha e essa frigideira-hamburgueira pra eu fazer as tais hash potatoes novamente de forma mais fácil.
Então, na feira hippie vi essa loja, Amazon. Fiquei toda animada! Iria experimentar sorvetes de uxi, bacuri! Rá!!! Era a famosa " tem mas acabou" . Só tinha sorvete de tapioca mas não me animei. Acho que meu gosto pra coisa esquisita não chega a tanto.

Para os filhos, comprei a máquina de arroz com cestinha e fiz váriações sobre o mesmo tema: arroz com legumes e peito de frango (caramba, não encontrei nem no Pão de Açúcar nem nas Sendas passas sem caroço! ó que programa besta ficar tirando caroço de passa! Se a gente não faz isso quebra o dente, claro); arroz integral com milho , ervilha, cebola e peito de peru.. Eles amaram! chegavam do trabalho (como essa garotada trabalha! no meu tempo não era assim não) e ficavam felizes em ter uma comida semi-caseira. 

Mas almocei no cafeína café com filhos. Quatro refeições, cada uma diferente da outra, amei todas (sim, garfei do prato de cada um) ,o filho fotografou e depois eu mostro. E o preço de cada  prato é por volta de 26 reais.

Aí, olha só , não bastando cachorro andar de sapato em Copacabana, agora há um Restaurante para cachorro!!! Esse cliente adora. As refeições podem ser enviadas para outros estados, vejam aqui
Tudo de primeiríssima qualidade.

Bem, aí vi a loja de empadas, coisa que é moda há uns anos no Rio. Resolvi provar uma coisa que nunca tinha comido chamada FLUDEN. Juro que é esse o nome, não estou inventando. Sei que parece com essas palavras de confirmação de identidade nos comentários, mas não é. Existe. É uma comida judaica, que, teoricamente, devia ter uma massa fina crocante.. rá! Parecia aquelas comidas de boneca que a gente fazia quando pequena, ooo coisa ruim! Massa crua, borrachuda.  Aí, Neide, você que está atrás de coisas  estranhas que enrolam comidas! Cera de ex-voto!Mas o recheio era divino! açúcar mascavo, nozes, damasco.. pelo menos é o que está escrito no papelzinho.

Mas a moça que não come carne nos convidou para jantar e arrebentou a boca do balão!
Foi só se exibindo: lentilha com hadoque defumado, delícia mesmo! Pega a lentilha e prepara como feijão, refogando com alho etc. Aí, o hadock defumado é espalhado por ela e aaaa.. a vida é boa!
Depois, surge com um creme  de batata baroa que foi o seguinte, mudou meu conceito de vida! A batata é cozida em um caldo caseiro de legumes, caldo este que ela prepara com o famoso o que tem, até mesmo berinjela! ( com gê ou jota de acordo com suas preferências) E last, but not least, um fettuccine com camarão que.. ah!! a vida é boa!
E muita filosofia nas conversas, o que acrescenta o melhor dos temperos.

Também fui em um restaurante a quilo maravilhoso, sempre vou, caro pracaraio, chama-se Siqueira Gril, na rua Siqueira Campos em Copacabana, um inferno, porque quero provar de tudo, coloco um centímetro cúbico de cada alimento no prato, pago uma nota (45 reais) e saio com fome. Ah! que talharim ao funghi fantástico!! que salada de morangos !

Terminando a programação, comemorando aniversário de filho e meu aniversário de casamento no papel fomos para a tradicional Majorica. Eles amaram, se empapuçaram de filé mignon. Eu fiquei no pior peito de frango do mundo, não tinha jeito de melhorar, botei sal, pimenta, vinagrete, mas a família junta vale tudo!É a terceira vez em 12 anos que conseguimos juntar os 5 filhos ! ( e estreei uma das saias da feira hippie)

E, em breve, de volta à programação normal!