quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tão grande ela era fiquei barrigudo

Acho que todos já cantamos a canção do coelho, aquele que comeu uma cenoura com casca e tudo e tão grande ela era que ficou barrigudo. Quando criança eu nãoentendia muito bem como uma cenoura podia fazer um coelho ficar barrigudo. Mais tarde, naquela idade em que a gente aprende que em tudo na vida pode haver um sentido oculto, dei uma de Sister Wendy (conhecem essa freira professora de História da Arte? Ah! é bárbara! vê sexo em tudo, até em dois touros lutando na caverna de Lascaux) e achava que a cenoura era fálica que a barriga era gravidez... enfim.. Aí,quando a gente aprende com o próprio Freud que muitas vezes um charuto é só um charuto e acha que já sabe tudo, rá!  finalmente entende o drama do coelhinho!
Amendoas, damascos, cheiro verde, sal e cenoura. Cozinhe a moça no vapor pra ficar linda assim, processei antes, e depois processei amendoas torrada e damascos e cheiro verde.. Ah! comi tudo! Sim, sozinha.
Explico, o Rei do Gato de Botas deu azar. Imagine, fiz um frango pra ele , normal, acebolado na frigideira e arroz. Achei que essa cenoura ( inicialmente eu faria bolinhas dela e fritaria no azeite conforme vi em algum blog de vocês, mas aí, provei sem fritar e fria e vi que era MUUITO melhor) e mais um delicioso bolo de abóbora serviria de complementos.  O bolo foi simples e delicioso! Serve como refeição completa. Pedaços de abóbora foram cozidos no vapor, depois, no processador, coloquei a abóbora, sal, ricota, azeite, duas colheres de farinha de trigo. Na montagem, umas fatias de presunto. Hum...! delícia mesmo!
Mas, coitado, quando mordeu o frango.. estava sem sal!! Sim! foi feito sem sal! Aí ele ficou infeliz, largou o prato sem comer nada e atacou a lazanha que SEMPRE deixo congelada para essas horas. (que infelizmente são mais numerosas do que eu gostaria)
 Perdão, não foi esquecimento. É que Raquel sempre limpa o frango e já deixa em fatias com sal, alho e vinagre na geladeira, pro que der e vier. Esqueceu do sal.
Ah! mas aí, hoje, me redimi, e o Rei do Gato de Botas se fartou!
No processador, lá foi o peito de frango pronto sem sal, com o peito de frango cru, e mais cheiro verde e sal, claro,e miolo de um pãozinho.  Aí, abre-se no papel manteiga, dentro, muçarela e presunto. Enrola-se, coloca-se numa assadeira forrada de papel laminado pra ficar fácil de limpar, e este azeitado. Por cima,molho de tomate.


Assim, comeu também o bolo de abóbora e elogiou!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Coisa linda!

Meu amigo, Luiz Vilela é mineirin de Bosperans, mas mora lá nos EUA. Está aqui na terrinha ,e  a tia dele fez essa beleza de doce de mamão pra ele. Eu fiquei MOOOOrta de inveja, quero aprender a fazer! ele "otorizô" a divulgação do doce e ah.... da loja da tia!  Clicando aí dá pra ver. Segundo ele, esse tipo de artesanato é comum em Boa Esperança!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bem me quer, mal me quer

A intenção inicial desse blog era unir literatura e culinária. Quer dizer, escrever sobre o que eu já fazia há um tempo: se eu lia em algum livro algo que envolvesse uma refeição saborosa, eu tentava repetir a refeição na minha casa. Porém, vi logo que as dificuldades eram imensas: beterraba o marido não come, carne eu não como, ostras e coelhos não fazem parte das prateleiras de um mercado do interior.  Mas eu como todos os dias, graças a Deus, e sempre há algo acontecendo de novo na boca do fogão, nem que seja a explosão dos bolinhos de espinafre da Raquel, coitada, ficou toda queimada! 
E os blogueiros culinários me ajudam muito não só com receitas como pra me lembrar que existe, sei lá, bolinho de batata, coisa mais velha que andar pra frente, no entanto podia estar esquecido.

Um dia desses li um blog e fiquei de mal: o/a blogueiro/a falava mal de quem postava coisas do dia a dia. Reclamava mesmo, tipo " todo mundo sabe fazer purê de batata e bife a milanesa!" Fiquei braba com o blog pois ele não sabe sobre o que está falando. Não é verdade! Eu já precisei da internet até pra fazer feijão! (quanto tempo ele devia ficar na panela sem pressão?) e outras coisas simples.

Na realidade cozinhar tem a ver com bem-querer.

Leio mais um volume de Cynthia Voigt da série Tillerman.  Maravilhoso como sempre. Nesse ponto ela descreve um bolo de chocolate? " por um minuto ele olhou pra ele: duas camadas escuras de chocolate, e ele sabia como deveriam ser gostosas, um escuro úmido e um escuro em pedaços; uma cobertura mais clara, meio cafécom leite, cremosa mas sem manteiga, pois custava uma fortuna, cremosa porque Maybeth usara uma receita de cobertura que ia ao fogo, coisa de textura perfeita. Aque bolo era algo de se esperar com felicidade, era um presente nomeio do dia."

É nisso que acredito, que a comida não seja apenas um combustível, mas um presente no dia a dia! E que não venha ninguém me falar que não vale a pena blogar sobre arroz com feijão, ou empada de queijo! Ora, quantas vezes tivemos a infelicidade de comer um feijão terrível ou a honra e gloria de provar um feijão inesquecível?


Pois hoje, anotem: foi um dia de SIM ! Tudo começou ontem, na falta de batatas para o Rei do Gato de Botas, pedi que Raquel me cozinhasse aipim, mandioca, macaxera. O que ela fez. Fritei uns pedaços que foram comidos e o resto foi pra geladeira. Hoje, ralei no processador, juntei um tanto assim de queijo ralado, duas colheres de margarina derretida, duas colheres de farinha de trigo, uma colher de leite desnatado, meia caixinha de creme de leite paulista, uma colher rasa de sal (pois vou fazendo e provando) uma gema de ovo, e, no fim, a clara em neve. Aí, meti no meio um pedacinho, pedacinho mesmo de queijo de minas curado. Pedacinhos, e duas folhas, finas, de presunto.  Forno médio em forma untada e enfarinhada por 25 minutos.

O peito de frango, dessa vez, já tinha passado 24 horas no alho,sal e vinagre na geladeira. Derreti margarina no óleo de canola, acrescentei meia cebola, e aí o frango que pegou essa cor maravilhosa! Um tanto de água e cozinhou. Uma colher de molho inglês, uma de mostarda, uma de coca-cola , uma de azeitona picada. E ficou bom! Aí, uma lata de ervilhas Predileta ( a famosa "a que tem" em mercado do interior)

Ah! a vida é boa! E a comidinha que todo mundo sabe fazer també é!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Biscoitos de café

Adoro biscoitos. Não sei se tanto pelo sabor quanto pelo clima. Nada de pegar um pacote no supermercado, abrir e sair comendo sem sentir gosto em frente da tv! É preparar o café, mordiscar, sentir e ver!  Fico babando a beleza dos biscoitos da Gina, e treino pra ser avó.
Comprei forminhas. menos de 4 reais cada pacote com várias formas, tudo numa loja de coisas de festas que fica na N.Sra de Copacabana perto das Lojas Americanas.
Peguei uma receita que dizia: 2 e meia xic de farinha de trigo, 130 g de manteiga sem sal, meia xíc de açúcar de confeiteiro, duas colh de sopa de leite em pó, 1 colhde cháde bicabornato, 1 colh de chá de canela, 1/3 de xic de café bem forte..


Aí , metadei tudo e substituí o que não tinha: manteiga sem sal virou margarina qualy, leite em pó virou farinha lactea e  a farinha de trigo levou um tanto de maizena.  Bati na batedeira, e não sei o quanto de café que coloquei, pois fui derramando aos poucos para dar o ponto. Descansando dez minutos antes de esticar no rolo e ser recortado.  Untei uma folha de papel manteiga e levei ao forno por exatos 20 minutos a partir de ligado.
Delícia!!! mas acho que o elefante tem cara de nuvem , que o peixe parece um coelho, mas o violão até que deu certo!

sábado, 17 de setembro de 2011

Disparates

Acho que hoje eu roubei um sonho da Neide Rigo. Pois eu sonhei que andava em uma rua, de um lado havia uma praça, de outro umas barracas, e havia aqueles canteiros chatérrimos que habitam as calçadas com o intuito de evitarem carros estacionados. Pois neles eu via tomateiros e um troço muuuito legal: parecia alcachofra, mas a parte de cima era como uma fruta de conde, uma ata. E eu provei e ah! que delícia! doce, refrescante!

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Imagine só, comprei peito de peru temperado da Sadia. Na data de validade, tudo certo, recém chegado ao supermercado, bem congelado. Mas, quando abri, achei esquisito, pois os pedacinhos estavam meio engruvinhados, amassados. Aí escrevi pra Sadia pra saber se era assim mesmo. Levaram uns 5 dias para me responderem. Me telefonaram e a moça disse pra eu não comer! Não me explicou qual seria a correta aparência deles, disse que , rá rá rá rá, iam depositar 15 reais na minha conta. Pf. claro que custou muito mais que isso, mas eu não sabia quanto, porque essas coisas congeladas aqui são mais caras do que nas capitais. Ora, eu só queria uma foto, algo que me mostrasse o que deviamos esperar ao abrir o pacote! 

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Estou assistindo enquanto faço os meus 30 minutos de bicicleta ergométrica o delicioso filme Elza e Fred. Se tiverem oportunidade, assistam! Tem partes no Youtube. Ah! adoro filmes sobre velhos felizes! Mesmo já sabendo que a Elza está doentíssima . O jeito dela arrumado lembra a m inha mãe e suas amigas, claro que a atriz é bem mais gorda, mas mesmo assim me lembra a minha mãe. O jeito alegre e sempre muito bem arrumada, vaidosa.   Aqui está o link do youtube, sei lá porque o blogger falhou e não deixou postar
http://www.youtube.com/watch?v=b6fI3hEP8Jo&feature=related    
Reparem na cena em que ambos se levantam do restaurante. Eles saem sem pagar, é divertido. Em um restaurante chiquérrimo de Madrid. Comem filé. Ele apavorado com o colesterol e o ácido úrico da refeição, e ela adorando tudo!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Monte de coisas

Ontem, li no Facebook uma frase que adorei: " Fui ao nutricionista para ver se ele me passava uma dieta, e ele disse que eu estou gorda demais, que tenho de emagrecer e falou: VOCÊ É O QUE VOCÊ COME. Voltei pra casa pensando.. bem, naquela semana eu tinha comido pizza, churrasco, sorvete, bolo de chocolate.. Ah! entou eu sou gostosa!!! "

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Continuo tentando inventar coisas com amoras. Ontem foi bolo. Mas como a auxiliar número um está de férias,  a gente que já não gosta de sair do sítio aí é que não sai mesmo e eu tenho algum tipo de , seilá, masoquismo?auto-punição? que sempre que ela está de folga ou férias aí é que arrumo bagunça. Então fiz pão. E pão, e bolo, mesmo na máquina, é farinha pra tudo o quanto é lado, coisa ótima pra quem mora em sítio, um lugar asséptico, sem insetos...  Foi aí que algo estranho ocorreu. Veja, fiz o pão seguindo a receita que vem no manual (máquina shoptime, segunda leva, ainda custava os óio da cara, minha mãe ainda vivia e me deu de presente de aniversário, o qual, por sinal, está chegando, é dia 24 de outubro, falo isso por falar, sabe como é, vai que alguém está doido pra me dar um presente e só não dá porque não sabe o dia do aniversário? agora já sabe!) 560g de farinha, 310ml de leite, duas colh de manteiga ou óleo , 2 de açúcar, uma de chá de sal, 2emeia de chá de fermento pra pão em pó. 

E,como dá pra ver, o bicho cresceu ! delicioso e lindo.
Já a invenção....
Pois é, eu tive uma amiga em BH, a Talma, que dizia que eu tinha furor criativo. Ela devia saber sobre o que estava falando, pois o marido era médico, deve ter diagosticado. Então, fiz esse bolo roxo, murcho, igual a todos os bolos só que em vez de leite foi suco de amora. 2ovos, 2 colh de margarina, 2 colh e açúcar mascavo, bate tudo na batedeira, duas xícaras de farinha de trigo, uma colh de fermento, um copo de suco.  A intenção primeva era de fazer meio murcho mesmo, tipo bisoito recheado com recheio de geleia de amora, mas acho que vou fazer cobertura de limão.. ainda não fiz porque me esqueci como é que faz.

Mas, nem só de pão e bolo vive o o homem! e fiz uma torta de cebola . Como eu estou sem queijo parmesão , é assim que escreve? eu falo parmezon, muito chic. Aprendi assim com minha cearense mãe que dizia "coquiteile, rapitoxti, rósbife, restoran e parmezon" (trad. coquetel,rapid toast, roast beaf, restaurante e parmesão) e ficou ótima! o marido adorou e eu também!  A massa foi com uma xícara de farinha de trigo, uma gema, uma colh de margarina light, uma pitada de sal e água morna. Amassei tudo e forrei o pirex com ela, sem untar sem nada, e coloquei no forno enquanto preparava o recheio.  Que foi simples, primeiro ainda na margarina a cebola foi refogada até o ponto de transparência , sal, uma colher de nada de farinha, leite desnatado, queijo de minas em pedaços, sei lá, umas duas fatias grossas. Provei, vi que era bom. Clara do ovo batida em neve, queijo ralado (uma colher que tinha sobrado) por cima. 
O homi adorou! lambeu os beiços e quis mais! 
E agora, em homenagem à Denise anonima que é magra e come e não engorda só pra gente ter inveja, o dia de ontem, que ameaçou chuva braba mas não veio, só chuviscou, aí..

sábado, 10 de setembro de 2011

línguas roxas

Estou naquela época do ano que penso como é que o mundo todo aguenta não viver aqui? O sol é constante. Os pássaros também e variados. E as frutas.. ah! as frutas!! Então, é caminhar pela manhã ou à tarde, e colher nesperas no pé, laranjas, tomates e as espontaneas framboesas.
Aí, vem a melhor parte de todas: as amoras! Cliquem na imagem! vale a pena! São seis pés carregados! Quando estou sob a amoreira de cima, eu me sinto criança de novo brincando de casinha. Sinto falta dos netos que não tenho. Imagino o que eu faria na infância , brincando agachada na sombra de  uma casa de rubis. Isso tudo sem contar o aroma fantástico das amoras misturadas com as flores de laranjeiras! Ah! o ar está perfumado que é uma coisa!  E começa a época das línguas roxas, das roupas com nódoas, da impossibiliade de colocar roupas no varal pois os passarinhos vão manchá-las.  A cor é denunciadora, assim como a torta que o assassino comeu e a ausência da língua roxa denunciou a fraude!

Tenho visto diariamente um episódio de Poirot. Ah! que delícia! Além dos textos da Agatha Christie serem ótimos, o visual da série é arrebatador! Infelizmente não há muitos closes dos chás, coisa que sempre me fascinou na autora, mas relances. No entanto, é uma aula de art deco! As locações, os objetos cênicos, as roupas.. ah! e as joias? Um programão para senhores e senhoras da minha idade que ficam tontos com as mudanças de cena rápidas das atuais séries. Poirot tem o nosso tempo.
E saio do pomar carregada de amoras, são dois litros diários que viram suco, gelatina, geleias, mancham linguas e dentes e roupas e botas , pois o chão é coalhado delas, e mais outras tantas gostosuras.

E belezuras e perfumes! Descubro que , para mim, não há aroma melhor do que o de flores de laranjeira! Subitamente entendo 
o simbolismo dessas belezinhas nos matrimônios!

Coloco-as em um jarrinho.Ah! a casa se perfuma!
Aí, vem a hora de misturar todos os bons odores: a torta!
Primeiro a massa: peguei uma xícara de farinha, uma gema, e, sem que a Neide saiba, duas colheres de margarina qualy light. Misturei. Tinha no fundo da lata uns 6 biscoitos Piraquê de maizena, amassei junto com a mão, a intenção era que houvesse umas partes crocantes na massa. Deu certo. Ainda, um tico de rapadura , muito pouco, um cm3. Amassei. Virou farofa, faltava molhar. Molhei com café quente que eu tinha acabado de fazer.. e alquimia aromática começou!!! A casa já estava cheirando a flor de laranjeiras, com o café subindo o nariz ficou feliz.
Dando o ponto certo pra fazer bola, a massa foi para geladeira.
Hora do recheio! Simples, uma colher de margarina, ainda na linha light, duas rasas de açúcar mascavo. E muitas amoras, quase os dois litros. E eu vou escrevendo, descrevendo isso e sinto salivar!
Ficando aquele líquido, caldo, provei. As amoras estavam tão doces, sim, pois só colho aquelas que caem no balde ao toque, sem arrancar, depois, claro , de meter a maior parte na boca a ponto do marido cair na gargalhada ao me ver tão monstra.  Então, espremi uma tampa de limão e coloquei mais amoras sem cozer.
Uma hora de geladeira, a massa foi esticada no pirex, moreninha do café! e 15 minutos no forno. Depois, o recheio colocado e.. ah! amendoas! E o aroma da casa!!!
Eu nunca tinha colocado amendoas na torta porém parece ser obrigatório. Torta de amoras com amendoas está em todos os livros que já falei aqui, de mulheres que encontram receitas e amores, como Minha casa na toscana ou, também, os da crítica de gastronomia americana cujo nome acabo de esquecer.
processei um punhado, torrei na frigideira e coloquei por cima de tudo e forno.

Comi quente.

Comi fria.
Comi gelada.
Entendi o mundo lisergico. O mundo das drogas fantásticas! Eram tantas camadas de sabores que fui comendo com os olhos cheios de lágrimas, juro. Acido, doce, café, amendoas, torrefação, vida! 

É só um pouco de cada vez, não muito, porque é forte demais, forte para os sentidos. Não é pra se comer batendo papo, é coisa de concentração.  Aí, a gente entende porque o povo do outro hemisfério gosta tanto de chá, pois, pra acompanhar, agathacristiamente, nada como uma tisana, o chá de Poirot! No caso, foi com flor de laranjeira, uma só, de enfeite, com capim limão.
E o dia termina..

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Todo Dia

Quando a comida é só pra mim, é isso aí em cima que como, adoro! Um filé de truta grelhado, algum legume idem , pimentões coloridos e frutas. Amo acridoce! amo mesmo uma passa misturada, banana..  Pro marido, aí é peito de frango na frigideira, arroz, feijão e batata frita.
Quando a cantora esteve aqui, perguntei o que era que eles comiam diariamente, assim, o básico, lá na Holanda. Fui informada que era um bolo de carne temperado do jeito deles, uns legumes e uma batata assada com um molho. Na casa que fiquei lá nos Eua era isso também, só que o hamburguer vinha congelado. Já quando ganhei a bolsa em Paris, o dia a dia de todos era quirche, a massa era comprada pronta, metiam um creme de leite fantástico por cima, aqueles queijos feitos certamente por anjos e uns pedaços de bacon, aí a gente reza, revira os olhos e se converte.
Termino de ler mais um livro de Cynthia Voigt da série Tillerman. Esse não me agradou tanto, mas também pudera, é um livro seríssimo, passado em 71, o personagem morre no final , morre no Vietnam, e o livro é sobre racismo. Sei bem o que seja a coisa, pois foi exatamente em 71 que por lá eu estava e só havia dois negros no colégio. Fico feliz hoje quando visito a página da escola e a realidade populacional está retratada na fisionomia dos alunos!

No capítulo 6, a autora descreve: Patrice colocou dois pratos na mesa: pedaços de galinha, um monte de arroz branco com a manteiga derretida por cima amarelando, os tomates brilhantes vermelhos tinam sidoassados até as bordas queimarem, ervilhas verdes. a gailnha era crocante, coberta com pão ralado e gosto de mostarda, adocicada com carne.

Estranho a presença do arroz. Pois lá, só comi uma única vez, e era arroz instantâneo. E misturado com a galinha.
E para você? qual é a comida do seu dia a dia?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fiz Ravioli!!!

Comprei pelo mercado livre a forma de ravioli. O vendedor é Panafone, bárbaro! Responde às dúvidas com presteza, envia assim que a gente paga, e , o mais legal é que vai enchendo a nossa caixa postal: diariamente nos informa a quanta anda o pedido, a gente não precisa ir até o site do correio pra saber, eles mesmos fazem isso.
Forma na mão, mão na massa!
pra cada 100g de farinha de trigo , um ovo e uma colher de sopa de azeite e...pois é, uma pitada de sal, mas eu esqueci de botar, não fez falta.  Aí, misturei tudo e tive de colocar um pouco de água. Ou os ovos eram pequenos ou o fato de eu ter misturado tudo sem critério, sem bater primeiro, por exemplo, interferiu. Aí,deixei num saco plástico descansando sobre a pia por uma hora. Enquanto isso, fui fazer o recheio, eu ainda tinha um peito de frango, cozinhei, só isso, normalmente com temperos e caldo de frango feito em casa. Aí processei, e pronto.
E chegou a hora mais difícil: esticar a massa.
Deve haver algum macete, algo que não me contaram, pois a de todo mundo é certinha e a minha parece um cogumelo gigante amarrotado. A beirada está pra baixo porque aprendi com o Claude  Troigross no Que Marravilha a fazer o .. aprendi vírgula, eu vi ele fazendo e quis imitar. Então , a gente prende a massa na beirada com a barriga e estica com o rolo. Claro que ele tem muuuuuito mais barriga que eu, pra ele é mais fácil.  Coloquei sobre a forma de ravioli , enfiei o dedo pra afundar a massa, o que não foi uma boa idéia, pois a unha corta a massa. Revi o video do cara: uma bolinha de massa ajuda.
E um tiquinho de nada de recheio.
Pincela-se as laterais da forma com uma gema de ovo, quer dizer, da massa, e tasca-se por cima outra massa. Tem que se fazer isso senão não gruda. Não mesmo. Não gruda mesmo. Pode acreditar. Não gruda. Eu esqueci de fazer, tive de refazer. Tem que botar gema pra grudar.
A engenhoca vem com um rolinho muito maneiro mas que não adianta muito. O velho rolo de pastel é mais prático, pois há que se fazer pressão. Ó, fiz com 200 g de farinha, deu três formas cheias.  Mas como sou pouca prática, terminei de cortar muitos deles na tesoura mesmo. Cortando e botando no pratinho.

Muuito bem. Eu já tinha colocado os cogumelos secos de molho então cozinhei os pasteizinhos na água dos cogumelos.

Provei: vi que era bom.
E mais, fritei um , ficou ótimo. Coloquei um no forno, ficou bárbaro!  As possibilidades são ilimitadas!

Aí, pra esnobar de vez, refoguei os cogumelos previamente processados com um pouco de azeite e alho, tasquei creme de leite, tudo isso sobre o ravioli já cozido, um tanto de queijo parmezão ralado por cima, e pra barbarizar logo de vez, um pouco no forno pra gratinar.. Aí na foto foi antes do forno.
Claro que sobrou muuuito recheio, a coisinha é pequena, então, processei duas fatias de pão de forma com o resto do frango cozido, ervas frescas e fritei e pronto e deixei agora todo mundo com inveja!