quarta-feira, 11 de julho de 2012

O bolinho de tapioca da minha irmã

Bom dia!
Anteontem minha irmã postou no facebook uma receita de bolinho de tapioca.
Antes, devo falar sobre essa irmã. Ela era a única da família que se interessava por cozinha. Minha mãe não deixava a gente se aproximar da cozinha, dizia que se entrasse em uma nunca mais se saía. E virava-se uma mulher com mãos feias, gordinha, maltratada e sem assunto. Bem, certamente ela não conhecia a Neide Rigo nem a uau! Rita Lobo. Tampouco a faminta Nigella. Enfim, não deixava. Um dia eu , já casada e com filho, estava sem empregada e , consequentemente sem arroz. Pois minha mãe fez a empregada dela fazer arroz e subir a ladeira com a panela de arroz pra me dar. Sim, eu morava no alto da ladeira, no alto da R. Mascarenhas de Morais. Ela dizia bem assim: faz não, filhinha! arroz é muito difícil!

Bem, mas essa minha irmã se casou aos 19 anos e foi cozinhar lá longe! Saiu do Rio, morou em SP e em MG. E passou a receita   mais ou menos assim:
"coloca um pouco de tapioca em um píres cheio, passa para um pote e coloca sobre ela um píres mais ou menos de leite. Depois de uma hora, vê se já está mole, não muito, mas não pode estar dura pra quebrar o dente. Coloca um ovo, uma colher de manteiga, uma pitada de açúcar, uma pitada de sal e leva ao forno às colheradas. Usei forminha de silicone, Ao sair do forno, envolve em canela  e açúcar"

E eu pensei: Oba! Adoro canela e açúcar! E fui fazer.
Píres? Descobri que não tenho píres!! Nenhum!!
 Píres cheio? Como cheio? Faz uma duna em cima? de que altura? e como píres de leite? eu não tenho gato, vejo em desenhos animados gatos bebendo leite em píres. Não derruba?

Enfim, ela demorou a esclarecer minhas dúvidas.  NO dia seguinte postou a imagem do bolinho dela. Adorei a pimenta combinando com toalha de mesa!

Os meus ficaram assim.
Menor quantidade, pois praticamente enchi a forminha de silicone, como cupcake. Mas a verdade é que ele fica meio crock por fora e muito nhec por dentro. Não como uma boa batata frita que precisa ser nhec por dentro. Não, mais nhec-slup. Feito um cuscuz, meio creme. Não gosto muito. Mas comi tudo. E acho que se fizer como o dela, menorzinho vai ficar show! pois quentinho e torradinho é tudo de bom. O meu está mais amarelo porque usei ovo caipira. Também margarina em vez de manteiga e uma colher de açúcar, nada de pitada. Em compensação , como dá pra ver, não mergulhei no açúcar e canela.  Achei uma ótima ideia pra um lanchinho inesperado!

Ah! e se alguém for ignorante como eu, tapioca é um saquinho cheio de bolinha que está escrito do lado de fora, pasmem, TAPIOCA!

Com licença, agora é a minha hora de um cafezinho..hum.. com biscoito!

6 comentários:

Anônimo disse...

se alguem estava com preguiça,foi correndo fazer!quem sabe escrever é TUDO!!!!!!!!!!bjuss

Andréa Mota disse...

adorei o bom humor do post e adoro tapioca.. o seu preparo ficou ótimo

Anônimo disse...

Sua mãe (como a minha) era fantástica. Adorei o texto. Bjs Denise W

Jussara Neves Rezende disse...

Que texto ótimo, Angela! Não nega a arte! Achei hilário sua mãe dizer
"faz não, filhinha! arroz é muito difícil!" A cara da minha dizendo pra eu não aprender a costurar: "aprende não, boneca, a família abusa, trazem calças dos maridos pra vc consertar..."
Mães são tudo de bom!
Bjo&Carinho,
Jussara

Isadora disse...

adorei adorei a historia!!! vcs se libertaram não?! qdo puderam ir para a cozinha??? cozinhar faz muito bem!!! para nós e para os outros que amamos!
adorei o texto do bolinho da irmã!!! é assim mesmo...tem gente que é tao craque que faz tudo de olho! eu ainda não me arrisco e mexo tudo na xícara medidora!

http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

Léia disse...

Achei muito engraçada a história com sua mãe.Entrei na cozinha aos 11 anos sozinha, pois minha mãe não tinha tempo nem pasciência pra ensinar.Mas em uma coisa sua mãe tinha razão, qdo a gente entra e toma gosto não sai mais da cozinha.
Beijos.Os bolinhos pareceram bons.